Ibovespa
A Bovespa fechou ontem com fortes ganhos, influenciada por fatores internos e externos. O aumento dos estímulos econômicos anunciado pelo Banco do Japão (BOJ, o banco central japonês) pela manhã serviu de estímulo para a busca de ações ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Só que o movimento por aqui foi mais intenso, em parte por conta das especulações em torno da possibilidade de a Petrobras reajustar os preços dos combustíveis. Além disso, os dados fiscais ruins divulgados pelo Tesouro e pelo Banco Central pela manhã, que tinham tudo para pesar sobre as ações, exerceram influência contrária. Investidores disseram que o cenário fiscal brasileiro está tão ruim que, desta vez, o governo será obrigado a tomar medidas que, no futuro, podem favorecer as empresas.

Petrobras
O Ibovespa fechou na máxima de 54.628,60 pontos, em alta de 4,38%. Na mínima da sessão, mostrou estabilidade, aos 52.335 pontos. O giro financeiro somou R$ 8,308 bilhões, em dados preliminares. Na semana, a bolsa brasileira subiu 5,18% e, no mês, acumulou alta de 0,95%. O resultado fiscal do País era o principal dado doméstico a ser conhecido ontem. E ele decepcionou, ao trazer o maior déficit primário da série histórica, de R$ 25,491 bilhões em setembro, pelos números do Banco Central. Petrobras ON teve ganho de 6,31% e Petrobras PN avançou 6,70%.

Telefonia
Já o setor de telefonia subiu impulsionado pela notícia de que as negociações para venda dos ativos portugueses da Oi avançaram e devem ser concluídas na próxima semana. Ao bater o martelo nessa transação, a tele brasileira abre espaço para formalizar uma proposta para a compra da TIM, juntamente com Vivo e Claro, até o fim de novembro. Oi PN teve alta de 13,04% e TIM ON avançou 15,33%.

Dólar
O dólar interrompeu ontem uma sequência de três sessões consecutivas de perdas ante o real, para fechar acima dos R$ 2,470. Os dados fiscais divulgados pelo governo durante a manhã, muito piores que o esperado, conduziram a busca por dólares no Brasil. À vista negociada no balcão, a moeda avançou 2,45%, aos R$ 2,4720, na máxima. Ordens de stop (parada de perdas) foram disparadas no mercado futuro perto desse horário, amplificando o movimento. Na mínima do dia, vista na abertura, marcou R$ 2,4000 (-0,54%). Com o resultado de hoje, o dólar terminou a semana com alta de 0,37%. No mercado futuro, que encerra apenas às 18 horas, o dólar para dezembro tinha alta de 2,98%, aos R$ 2,4890.

Juros
Ao término da negociação regular da BM&FBovespa, a taxa do DI para janeiro de 2015 marcava 11,275%, de 11,256% no ajuste anterior. Os juros para abril e julho de 2016 estavam em 11,65% e 11,91%, de 11,64% e 11,88% quinta-feira, respectivamente. A taxa do DI para janeiro de 2016 indicava 12,22%, de 12,16% na véspera. O DI para janeiro de 2017 apontava 12,28%, de 12,23% no ajuste anterior. E o DI para janeiro de 2021 tinha taxa de 11,98%, de 12,09% no ajuste anterior.

Agência Estado

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