Subiu
Estácio ON
Desceu
Ibovespa

Em queda
O Ibovespa terminou em queda sua primeira sessão após ter conhecido o resultado das eleições presidenciais. A baixa foi mais comedida do que previam os especialistas na última semana, mas as estatais não escaparam de um tombo. Os papéis das empresas ligadas ao governo lideraram as perdas do Ibovespa, enquanto as exportadoras e o setor de educação chamaram compras.

Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 2,77%, aos 50.503,66 pontos. Este é o menor patamar de fechamento desde 15 de abril deste ano. Na mínima, registrou 48.722 pontos (-6,20%) e, na máxima, 51.937 pontos (-0,01%). No mês, acumula perda de 6,67% e, no ano, de 1,95%. O giro financeiro foi o maior do ano numa sessão regular - sem vencimentos - e totalizou R$ 17,807 bilhões. Os dados são preliminares.

Estatais
Petrobras PN liderou as baixas do índice, com -12,33%, seguida por Eletrobras ON (-11,68%), Petrobras ON (-11,34%) e Eletrobras PNB (-9,63%), enquanto BB ON recuou 5,24%. Do outro lado, Estácio ON subiu 9,24% e puxou as altas do índice, seguida por Kroton ON (-7,89%) e Fibria ON (+5,97%). Vale ON recuou 4,01% e Vale PNA, 4,39%.

Compras
Os profissionais avaliaram que o forte recuo do Ibovespa no começo da sessão acabou abrindo oportunidades de compra e a opção foi fazer uma alteração nas carteiras, optando por setores defensivos. Diante do desafio do novo governo, as exportadoras - em razão da previsão de alta do dólar - e o setor de educação foram algumas das opções dos investidores para compra. No exterior, as bolsas europeias terminaram em baixa e as norte-americanas operavam ao redor da estabilidade, sem uniformidade. Às 17h26, o Dow Jones tinha ligeira alta de 0,01%, o S&P caía 0,23% e o Nasdaq recuava 0,04%.

Dólar
O dólar à vista no balcão fechou em alta de 2,56%, a R$ 2,5260, maior patamar desde 29 de abril de 2005 (R$ 2,529). A máxima foi atingida no início dos negócios, de R$ 2,5600 (+3,94%), e a mínima, de R$ 2,513 (+2,03%), perto das 15h30. O giro no mercado à vista somava US$ 1,425 bilhão perto das 16h30, sendo US$ 1,307 bilhão em D+2. No segmento futuro, o dólar para novembro subia 1,73%, a R$ 2,530.

Juros
No término da sessão regular da BMF&Bovespa, o DI janeiro de 2015 (206.005 contratos) apontava 10,94%, de 10,98% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2016, com 204.230 contratos, tinha taxa de 11,83%, ante 11,92%. O DI para janeiro de 2017 indicava 12,07%, ante 12,16%, com 249.600 contratos. O contrato com vencimento em janeiro de 2021 estava em 12,14%, de 11,87% no ajuste anterior, com 224.470 contratos.

(Agência Estado)

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