MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Ibovespa
Desceu
Dólar
Eleições
O resultado do primeiro turno das eleições agradou ao mercado e motivou um dia de forte correção de alta das ações domésticas: apenas seis papéis fecharam em queda. Mais do que a ida de Aécio Neves para o segundo turno, o mercado gostou da expressiva votação obtida pelo tucano e comprou ações, sobretudo das estatais. O Ibovespa fechou, assim, com o maior avanço porcentual desde agosto de 2011.
Em alta
A bolsa paulista subiu 4,72%, maior ganho desde 9 de agosto de 2011, quando avançou 5,10%, segundo a Economatica. Fechou em 57.115,90 pontos. Na mínima do dia, registrou variação de +0,01%, aos 54.542 pontos, e, na máxima, subiu 7,99%, logo na abertura, com 58.897 pontos. No mês, acumula ganho de 5,55% e, no ano, de 10,89%. O giro financeiro totalizou R$ 14,360 bilhões.
Sobe e desce
Petrobras PN saltou 11,12%, maior ganho porcentual desde 8 de dezembro de 2008 (+11,29%) e a ON subiu 9,71% (maior ganho desde 28 de outubro de 2013, com +9,82%), segundo dados da Economatica. BB ON teve valorização de 11,92%, enquanto Eletrobras ON ficou com +9,29%. Eletrobras PNB avançou 6,46%.
Bradesco PN, +7,56%, Itaú Unibanco PN, +5,36%, Santander unit, +0,26%, BM&FBovespa ON, +8,17%.
Wall Street
O desempenho das bolsas norte-americanas acabou não interferindo no comportamento doméstico. Em Wall Street, o Dow Jones teve ligeira baixa de 0,10%, aos 16.991,97 pontos, o S&P caiu 0,16%, aos 1.964,84 pontos, e o Nasdaq terminou com perda de 0,47%, aos 4.454,80 pontos.
Dólar
O quadro da eleição presidencial com Aécio Neves (PSDB) no segundo turno e a tendência de baixa que prevaleceu no exterior foram as principais razões para o declínio da moeda. O dólar à vista no balcão terminou em R$ 2,4290 (-1,78%), com giro de cerca de US$ 1,3 bilhão, sendo US$ 965 milhões em D+2, às 16h35. No mercado futuro, neste horário, o dólar para novembro caía 1,27%, a R$ 2,445.
Juros
Os juros futuros fecharam a sessão regular da BM&FBovespa em queda, alinhados à reação dos demais ativos domésticos ao resultado da eleição, principalmente o dólar. Os contratos de longo prazo tiveram recuo mais expressivo que os mais curtos, levando à retomada da inclinação negativa da curva. No fim da sessão regular, o DI janeiro de 2015 (117.895 contratos) caiu a 10,96%, de 11,00% no ajuste anterior, e o DI janeiro de 2016 (184.560 contratos) passou de 11,91%, no ajuste da sexta-feira, para 11,84%. Nos mais longos, o DI janeiro de 2017 recuou a 11,94%, de 12,12% no ajuste anterior, com 379.425 contratos. O DI janeiro de 2021 (301.375 contratos) fechou em 11,67%, de 12,05% no ajuste da sexta-feira.
(Agência Estado)





