MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 03 de outubro de 2014
Agência Estado 
Subiu
Ibovespa
Desceu
dólar
Ibovespa
A Bovespa encerrou a sexta-feira com ganhos próximos a 2%. Além da alta das bolsas norte-americanas, diante dos dados do mercado de trabalho norte-americano melhores do que o esperado, a percepção de que haverá segundo turno na disputa presidencial foi determinante para o comportamento das ações. Os papéis da Petrobras, por sinal, foram destaques de alta. O Ibovespa terminou a sessão em elevação de 1,91%, na máxima de 54.539,55 pontos. Na mínima, registrou 53.368 pontos (-0,28%). Na semana, recuou 4,67%. No mês, acumula alta de 0,78%% e, no ano, ganho de 5,89%. O giro financeiro totalizou R$ 6,903 bilhões, segundo dados preliminares.
Payroll
Os investidores começaram o dia de olho em duas informações: pesquisa eleitoral divulgada na noite de quinta-feira e o payroll, conhecido logo cedo. A economia norte-americana criou 248 mil postos de trabalho em setembro, no melhor resultado desde junho - acima da previsão de +215 mil vagas. Os dados de agosto e de julho foram revisados para cima. Além disso, a taxa de desemprego nos EUA surpreendeu ao cair abaixo da marca de 6% pela primeira vez desde o início da crise financeira, para 5,9%, atingindo o menor nível desde julho de 2008.
Eleição
Em meio a isso, os recentes números de pesquisas eleitorais trouxeram a leitura predominante de que haverá segundo turno e de que a ex-senadora Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) disputarão voto a voto a vaga para enfrentar Dilma Rousseff (PT). Petrobras ON e PN subiram 5,49% e 6,07%, respectivamente.
Usiminas
As ações da Usiminas lideraram as altas do Ibovespa, impulsionadas pela compra de participação da Previ na siderúrgica pela Ternium, com prêmio de 82% sobre o fechamento de quinta-feira. Usiminas ON subiu 19,70% e PNA, 6,21%. Entre as maiores baixas, por outro lado, estavam Vale ON (-1,48%) e Vale PNA (-1,69%).
Dólar
O dólar ante o real até ameaçou acompanhar o movimento externo pela manhã, quando chegou a superar o nível de R$ 2,50, mas as especulações em torno do cenário eleitoral abriram espaço para a desmontagem de posições compradas no mercado futuro, o que jogou a moeda para baixo. Além disso, a cotação elevada da divisa atraiu exportadores, o que contribuiu para a desvalorização do dólar à vista. O dólar no balcão encerrou com recuo de 0,60%, a R$ 2,4730, depois de variar entre uma mínima de R$ 2,4690, pela manhã, e uma máxima de R$ 2,5070, à tarde. Na semana, a divisa acumulou valorização de 2,44%. No ano, a alta é de 4,97%. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio da BM&FBovespa às 16h30 era expressivo e somava US$ 3,061 bilhões. No mercado futuro, o dólar para novembro caía 0,93%, a R$ 2,4925.


