MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Dólar
Desceu
Ibovespa
No vermelho
A Bovespa iniciou o mês de outubro no vermelho com a pontuação mais baixa em mais de 5 meses, à medida que as pesquisas eleitorais continuaram a afetar o sentimento dos investidores. A aversão ao risco no exterior em razão de fatores geopolíticos e temores com o crescimento econômico mundial também favoreceram o recuo da bolsa doméstica.
Ibovespa
No fim do dia, o Ibovespa caiu 2,32%, aos 52.858,43 pontos, marcando a terceira sessão consecutiva de perdas. O resultado marcou a menor pontuação da bolsa desde de 30 de abril deste ano, quando terminou aos 51.626,69 pontos. O volume de negócios somou R$ 9,715 bilhões, segundo dados preliminares. O índice oscilou entre uma máxima de 54.115 pontos (estável) e uma mínima de 52.647 pontos (-2,72%). No ano, a bolsa acumula alta de 2,62%.
Repercussão
A bolsa abriu em queda, repercutindo as pesquisas Ibope/Estado/TV Globo e Datafolha, divulgados após o fechamento dos mercados na última terça-feira. A aversão ao riscos que tomou conta das bolsas internacionais já pela manhã, desencadeado por dados econômicos que vieram abaixo do esperado, também ajudou a pressionar para baixo a bolsa brasileira.
Estatais
No âmbito corporativo doméstico, os papéis das empresas estatais e de bancos recuaram na sessão, em reação às mais recentes pesquisas eleitorais. Petrobras ON (-4,93%) e Petrobras PN (-5,53%), na mínima. Eletrobras ON (-3,96%) e Eletrobras PNB (-3,07%).
Bancos
No setor financeiro, as ações do Bradesco registraram o pior desempenho, recuando 3,26% (ON) e 3,59% (PN). Itaú Unibanco PN caiu 2,66%.
Na reta final do pregão, a Vale devolveu os ganhos vistos desde a abertura, contagiada pelo mau humor generalizado nos mercados acionários. Vale ON (-0,07%) e Vale PNA (-0,50%).
Dólar
A moeda terminou a sessão em alta de 1,39%, a R$ 2,4840 - maior valor desde 8 de dezembro de 2008. Na mínima, registrou R$ 2,4500 (estável) e, na máxima, R$ 2,4860 (+1,47%). O giro negociado no mercado à vista estava em US$ 1,427 bilhão, com US$ 1,088 bilhão em D+2. No mercado futuro, o dólar para novembro estava cotado a R$ 2,5055, em alta de 1,81%, às 16h47.
Juros
Ao término da negociação estendida na BM&FBovespa, a taxa do DI para janeiro de 2015 (127.615 contratos) marcava 10,98%, de 10,94% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2016 (148.720 contratos) indicava 12,00%, de 11,95% na véspera. O DI para janeiro de 2017 (304.605 contratos) apontava 12,33%, de 12,24% no ajuste anterior. E o DI para janeiro de 2021 (179.535 contratos) tinha taxa de 12,38%, de 12,22% na terça.
(Agência Estado)





