Subiu
Vale
Desceu
Banco do Brasil

Mal no mês
A Bovespa fechou o mês de setembro com o pior resultado mensal em mais de dois anos, ao estender ontem as perdas pela segunda sessão seguida devido a expectativas eleitorais e resultados decepcionantes das contas do governo. Novas pesquisas do Ibope/Estadão/TV Globo e do Datafolha seriam anunciadas ontem, pelo Jornal Nacional. O Ibovespa caiu 0,93%, aos 54.115,98 pontos e volume de negócios de R$ 10,650 bilhões. A bolsa oscilou de 53.536 pontos (-1,99%) a 54.626 (estável). No mês de setembro, terminou com queda de 11,70%, o pior resultado desde a retração de 11,86% de maio de 2012. No ano, tem alta de 5,07%.

Deficit
Além do efeito eleição, os resultados das contas fiscais do Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência) registraram deficit primário de R$ 10,422 bilhões em agosto, o quarto consecutivo no ano. É o pior resultado para o mês em 18 anos.

Bancos
Segundo um analista, os dados pressionaram os papéis do Banco do Brasil, que registraram o pior desempenho entre os pares, com queda de 7,26%. O temor é que o governo tenha de usar recursos do Fundo Soberano para cumprir a meta de superavit primário, já que o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, deixou em aberto a possibilidade. Ainda entre os bancos, houve queda no Bradesco ON (-1,27%), Bradesco PN (-2,38%), Itaú Unibanco PN (-3,39%).

Estatais
As ações das estatais Petrobras ON (-2,82%), Petrobras PN (-2,74%), Eletrobras ON (-4,65%) e Eletrobras PNB (-0,59%) também registraram queda, afetadas pelas expectativas eleitorais.

Em alta
A alta das ações da Vale forneceram suporte para reduzir um pouco as perdas, com alta da Vale ON (1,17%) e da Vale PNA (2,06%), ajudada pela proposta de pagamento da segunda parcela de remuneração mínima aos acionistas da empresa no ano, de US$ 2,1 bilhões, ou US$ 0,4074 por ação ordinária ou preferencial.

Dólar
O dólar encerrou o dia em ligeira queda de 0,04% ante o real, em R$ 2,4500. O mercado operou ainda refém do cenário eleitoral. A mínima chegou a R$ 2,444 (-0,29%) e a máxima, a R$ 2,462 (+0,45%). Para novembro, o dólar cedeu 0,02%, a R$ 2,4700.

Taxas de juros
Os juros futuros caíram no fim da sessão em correção às altas recentes, segundo operadores. O DI janeiro de 2015 fechou em 10,94%, ante 10,97% no ajuste de anteontem, com 180.125 contratos. O DI para janeiro de 2016 (271.920 contratos) ficou em 11,95%, de 12,02% e o de janeiro de 2017 (339.800) recuou de 12,35% para 12,24%. O DI janeiro de 2021 encerrou em 12,22%, de 12,38%, com 263.715 contratos. (Agências Estado)

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