Subiu
Dólar
Desceu
Ações de estatais

Mau humor
O avanço de Dilma Rousseff (PT) ante Marina Silva (PSB) nas pesquisas eleitorais mais recentes, que eleva as chances de definição da disputa no primeiro turno, definiu ontem o recuo da Bovespa. Os investidores reagiram à pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira e aos números da CNT/MDA, que saíram no fim da tarde de ontem, que fizeram o Ibovespa encerrar no menor nível desde 10 de julho.

Despencou
O principal índice da bolsa brasileira teve baixa de 4,52%, aos 54.625,35 pontos. O volume de negócios somou R$ 9,973 bilhões, segundo dados preliminares, com mínima de 54.124 pontos (-5,40%) e máxima de 57.211 (estável).

Kit eleição
Os papéis do chamado "kit eleição", formado por estatais, foram os que mais pesaram. Petrobras ON despencou 10,44% e Petrobras PN teve baixa de 11,17%. Banco do Brasil ON cedeu 8,55% e Eletrobras PNB caiu 3,70%.

Pesquisas
A pesquisa Datafolha da última sexta mostrou Dilma com 13 pontos à frente de Marina no primeiro turno e, em eventual segundo turno, com quatro pontos de vantagem. A divulgada ontem pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) trouxe cenário mais favorável à petista, que foi de 36% para 40,4%, enquanto Marina oscilou de 27,4% a 25,2% e Aécio, de 17,6% para 19,8%.

Efeito externo
No exterior, as bolsas também recuaram pela aversão ao risco por protestos pró-democracia em Hong Kong, sob a tensão de planos da China de ampliar poderes sobre a ex-colônia britânica. Ainda, foram anunciados dados fracos na Europa e mistos nos Estados Unidos, o que mantém as incertezas sobre o início do aumento de juros pelo Fed.

Nos EUA
O Dow Jones cedeu 0,25%, aos 17.071 pontos, o S&P 500 recuou 0,25%, aos 1.977 pontos, e o Nasdaq baixa de 0,14%, aos 4.505 pontos.

Dólar
Após as pesquisas, o dólar subiu e fechou acima dos R$ 2,45, em alta de 1,53%, aos R$ 2,4510. É o maior patamar dezembro de 2008, na esteira da crise mundial, quando marcou R$ 2,4720.

Taxas de juros
Além dos motivos citados anteriormente, as taxas dos contratos futuros de juros também avançaram pela declaração do diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton, de que "se for necessário" o Copom pode elevar juros. No fim da sessão regular, o DI para janeiro de 2015 (247.885 contratos) ficou em 10,97%, ante 10,88% do ajuste anterior. O DI janeiro de 2016 (289.710 contratos) terminou com 12,02%, de 11,68%. O de janeiro de 2017 (396.860 contratos) ficou em 12,35%, de 11,88% e o de janeiro de 2021 (240.130 contratos), 12,38%, ante 11,77%. (Agência Estado)

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