MERCADO FINANCEIRO
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segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Agência Estado 
Subiu
TIM
Desceu
Ações de estatais
Eleições e China
A Bovespa fechou ontem em queda pela quarta sessão consecutiva, afetada por especulações eleitorais e por notícias que minimizam expectativas sobre a adoção de estímulos na economia chinesa. O Ibovespa terminou com recuo de 1,68%, para 56.818,11 pontos, e volume de negócios de R$ 7,633 bilhões. No mês de setembro, a bolsa acumula queda de 7,29% e no ano, alta 10,31%.
Sem mudança
A aversão ao risco começou após o ministro de Finanças da China, Lou Jiwei, dizer que o governo não vai mudar a política econômica de forma drástica apenas por causa da fraqueza de um indicador econômico, o que reduz esperanças de medidas mais agressivas de estímulos. O Xangai Composto, principal índice acionário da China continental, recuou 1,7%, a 2.289,87 pontos.
Efeito dominó
O mau humor se propagou pelas bolsas da Europa e de Nova York e afetou a negociação no Brasil, também impactada pelas especulações sobre o cenário político. Novas pesquisas eleitorais sairão nesta semana e analistas citaram rumores sobre uma melhora da presidente Dilma Rousseff (PT), com queda de Marina Silva (PSB) e recuperação de Aécio Neves (PSDB).
Em baixa
As especulações prejudicaram as ações das empresas estatais, o chamado "kit eleição", entre as quais Banco do Brasil ON (-4,74%), Eletrobras ON (-3,96%), Eletrobras PN (-4,81%), Petrobras ON (-2,27%), Petrobras PN (-1,53%). Ações da Vale e de siderúrgicas também registraram queda acentuada, após as notícias sobre a China. Vale ON (-3,67%), Vale PNA (-4,14%), CSN (-3,28%), Gerdau PN (-3,16%) e Usiminas PNA (-3,43%).
Positivos
Os poucos destaques positivos foram TIM ON (1,20%), Santander (0,68%) e Dasa (0,17%), com notícias de possível consolidação no setor de telefonia e ações para saída do banco espanhol do nível 2 de governança corporativa da BM&FBovespa.
Dólar
Na décima alta nas últimas 11 sessões, a moeda se aproximou de R$ 2,40, também pelo efeito eleitoral e pelas notícias sobre a China. O dólar à vista no balcão terminou a sessão cotado a R$ 2,3950, ganho de 0,71%. No mercado futuro, o dólar para outubro avançava 1,05%, a R$ 2,3995.
Juros
Os juros futuros terminaram a sessão em alta. O contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2015 (181.055 unidades negociadas) ficou em 10,89%, ante 10,87% no ajuste da última sexta-feira. O DI para janeiro de 2016 (191.845 contratos) apontava 11,78%, de 11,69%. Para janeiro de 2017 (329.350 contratos) indicava 11,99%, de 11,79%. (Agência Estado)


