MERCADO FINANCEIRO
Desceu
Bovespa
Subiu
dólar
Ibovespa
A Bovespa fechou em queda ontem pela quinta sessão seguida, conduzida mais uma vez por uma realização de lucros, após uma pesquisa eleitoral confirmar uma diminuição da vantagem da candidata do PSB, Marina Silva, no segundo turno da corrida eleitoral, e a Moody's anunciar que rebaixou a perspectiva do rating do Brasil. No fim do dia, o Ibovespa caiu 0,87%, para 58.676,34 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 8,940 bilhões. Na mínima, a bolsa atingiu 58.306 pontos (-1,50%) e, na máxima, registrou 59.485 pontos (+0,49%). No mês de setembro, a bolsa acumula queda de 4,26%, enquanto no ano, apresenta alta de 13,92%.
Pesquisa
A Bovespa abriu a sessão em queda, enquanto os investidores esperavam a divulgação da pesquisa CNT/MDA, que acabou confirmando uma diminuição da vantagem de Marina Silva nas pesquisas eleitorais na disputa de um eventual segundo turno. Essas expectativas levaram a bolsa a registrar a maior queda desde 3 de fevereiro na segunda-feira.
Risco
Ontem pela manhã, a agência de classificação de risco Moody's anunciou que revisou a perspectiva do rating Baa2 do Brasil de estável para negativa. Segundo a Moody's, a decisão reflete a redução sustentada no crescimento econômico, a deterioração acentuada no sentimento do investidor e os desafios fiscais.
Petrobras
No setor corporativo, as ações da Petrobras fecharam com queda de 1,45% (ON) e 1,01% (PN). Os papeis de outras estatais também recuaram. Banco do Brasil ON (-0,43%), Eletrobras ON (-2,80%) e Eletrobras PNB (-2,61%). As ações da Vale fecharam em alta, de 1,81% (ON) e 1,33% (PN), se recuperando das quedas recentes, apesar de o preço do minério do minério de ferro ter registrado novo declínio nesta terça-feira no mercado internacional.
Dólar
O dólar deu ontem continuidade ao movimento de segunda-feira e fechou em alta no balcão, no maior patamar desde o dia 7 de agosto (R$ 2,2970). Em dois dias a moeda teve ganho de 2,01% ante o real. A pressão sobre o câmbio veio de várias frentes, com destaque para a tendência de valorização externa, a apreensão com o cenário eleitoral brasileiro e a decisão da Moody's de rebaixar a perspectiva da nota soberana do Brasil. Assim como na sessão anterior, o dólar passou o dia em alta ante o real, oscilando da mínima de R$ 2,2730 (+0,31%) à máxima de R$ 2,2910 (+1,10%), no balcão. Fechou com valorização de 0,97%, a R$ 2,2880. O volume financeiro somou US$ 1,027 bilhão, sendo US$ 1,020 bilhão em D+2. No segmento futuro, o dólar para outubro era negociado em R$ 2,301 (+0,83%), por volta das 16h30.





