MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Dólar
Desceu
Ibovespa
Perdas
A Bovespa emplacou ontem a quarta sessão consecutiva de perdas, após notícias sobre o envolvimento de políticos no esquema de propinas na Petrobras e em meio às especulações sobre novas pesquisas eleitorais. O Ibovespa fechou em baixa de 2,45%, aos 59.192,75 pontos, tendo registrado o maior recuo em um dia desde 3 de fevereiro deste ano. No centro do furacão, as ações ON da Petrobras caíram 4,79% e as PN recuaram 4,91%.
Repercussão
No fim de semana, reportagem da revista Veja deu conta que o ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras Paulo Roberto Costa acusa ministros, senadores, governadores e deputados envolvidos na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Preso em março pela Polícia Federal, Costa citou em depoimentos de delação premiada nomes como os dos presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), além do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA).
Rumores
No início do dia, o mercado interpretou que essas denúncias enfraqueceriam a candidatura da presidente Dilma Rousseff (PT), o que fez as ações da Petrobras avançarem de forma consistente, favorecendo o Ibovespa, que chegou a marcar uma máxima de 61.513 pontos (+1,37%). Só que aos poucos o índice foi perdendo força, assim como os papéis da estatal. À tarde, predominaram no mercado rumores de que Dilma Rousseff estaria recuperando terreno ante Marina Silva (PSB) na disputa. Isso fez os papéis da Petrobras cederem quase 5% e também pressionou as ações de outras estatais, como Banco do Brasil ON (-5,00%) e Eletrobras PNB (-5,44%).
Dólar
O dólar à vista negociado no balcão fechou em alta de 1,03%, aos R$ 2,2660. No fim da tarde, o dólar para outubro tinha alta de 0,93%, aos R$ 2,2790. O giro à vista, no entanto, foi contido, de apenas US$ 814,2 milhões perto das 16h30. No mercado futuro, a moeda para outubro, que fecha apenas às 18 horas, movimentava cerca de US$ 15 bilhões.
Juros
A perspectiva de que Dilma possa recuperar terreno ante Marina nas próximas pesquisas eleitorais também deu força às taxas dos contratos futuros de juros ontem. Nas mesas de operação profissionais do mercado especulavam sobre isso, o que sustentou as taxas futuras, após os recuos mais recentes. No fim da sessão regular, a taxa do contrato futuro de juros para janeiro de 2015 estava em 10,83%, ante 10,82% de sexta-feira, enquanto o DI para janeiro de 2016 marcava 11,39%, ante 11,35%. Na ponta mais longa, o vencimento para janeiro de 2017 tinha taxa de 11,42%, ante 11,26% do ajuste de sexta-feira. Já o DI para janeiro de 2021 marcava 11,20%, ante 10,98%.
Agência Estado





