MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 01 de agosto de 2014
Agência Estado 
Subiu
Ibovespa
Desceu
dólar
Ibovespa
O principal índice da Bolsa brasileira ganhou fôlego na última hora de negócios ontem e inverteu a tendência negativa vista na maior parte do dia para fechar em leve alta de 0,13%, a 55.902 pontos. Com isso, o Ibovespa quebrou uma sequência de cinco quedas, mas não conseguiu evitar o desempenho negativo na semana, de 3,32% - a pior performance semanal desde o período entre 26 e 30 de agosto do ano passado. "Foi um período de realização", diz Elad Revi, analista-chefe da Spinelli Corretora. "O Ibovespa subiu muito desde o final do primeiro trimestre e precisava corrigir esse desempenho", acrescenta.
Efeito EUA
Para Revi, as incertezas em relação a quando o banco central dos Estados Unidos começará a subir os juros naquele país e conflitos geopolíticos, como os impasses entre Rússia e o Ocidente e os ataques de Israel em Gaza, alimentaram um clima de aversão ao risco global nos últimos dias. Nesse contexto, os investidores aproveitaram para vender ações e embolsar lucros. "O mercado de ações brasileiro e os demais emergentes têm um agravante: o calote técnico da Argentina. Mesmo que o país esteja fora da rota financeira global desde o default de 2001, a economia argentina é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. O setor automobilístico e de autopeças brasileiro, por exemplo, já tem sofrido com as dificuldades do país vizinho", afirma o analista.
Juros
No exterior, as Bolsas americanas fecharam no vermelho refletindo a desaceleração do crescimento do emprego nos Estados Unidos, que atingiu um nível maior que o esperado em julho. O resultado corrobora dúvidas sobre quando o Fed - banco central americano - vai elevar os juros naquele país. A presidente da instituição, Janet Yellen, já afirmou que um aumento só deve ocorrer em 2015, mas dados recentes mostrando o fortalecimento da economia dos EUA deram origem a rumores sobre uma possível elevação antes do esperado. Os dados de emprego divulgados ontem esfriaram essa possibilidade.
Dólar
Uma alta no juro básico americano deixaria os títulos do Tesouro dos EUA - remunerados por essa taxa e considerados de baixíssimo risco - mais atraentes do que aplicações nos emergentes, motivando uma fuga de recursos desses países. Nesse contexto, o mercado de câmbio reagiu positivamente ontem, reduzindo a pressão sobre a cotação da moeda americana. O dólar à vista, referência no mercado financeiro, fechou em queda de 0,13% sobre o real, cotado em R$ 2,266 na venda. Na semana, houve alta de 1,8%. Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, caiu 0,65% no dia e subiu 1,48% na semana, para R$ 2,260.


