MERCADO FINANCEIRO
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quinta-feira, 31 de julho de 2014
Agência Estado 
Subiu
dólar
Desceu
IBovespa
Ibovespa
Influenciado pelo clima de aversão ao risco no exterior e com investidores digerindo a temporada de balanços, o principal índice da Bolsa brasileira fechou ontem em queda pelo quinto dia. O Ibovespa perdeu 1,84%, para 55.829 pontos. O volume financeiro foi de R$ 7,16 bilhões. "O mercado de ações subiu muito no curto prazo e precisava realizar. Os investidores aproveitaram o dia para vender papéis e embolsar lucros", diz João Pedro Brügger, analista da consultoria Leme Investimentos.
Acumulado
No mês, o Ibovespa acumulou ganho de 5%. Foi a segunda alta mensal consecutiva. Para analistas, o movimento refletiu expectativas por pesquisas eleitorais, que devem continuar influenciando o mercado até outubro.
Exterior
No exterior, as Bolsas americanas e europeias fecharam o dia em queda de mais de 1%. Na Argentina, o índice Merval despencou 8,39%, para 8.188 pontos, depois de o governo daquele país não ter conseguido chegar a um acordo com os credores que não participaram da dívida reestruturada. Segundo analistas, o calote técnico argentino não chega a representar peso extra para o mercado de ações brasileiro. Para Roberto Indech, analista da Rico.com.vc, plataforma de investimento da Octo Corretora, o maior impacto se dará na balança comercial.
Ambev
Os resultados de grandes companhias brasileiras estiveram no radar. As ações da Ambev cederam 4,39%, para R$ 15,18 cada uma, depois de a fabricante de bebidas ter sofrido redução na margem de rentabilidade no segundo trimestre deste ano, pressionada pelo mix de embalagens no período. Também no vermelho, os papéis preferenciais (sem direito a voto) da Petrobras perderam 3,78%, para R$ 19,10. Já os ordinários caíram 3,69%, para R$ 17,99.
Bancos
Os papéis do setor financeiro reforçavam o clima de cautela na Bovespa. O Bradesco viu sua ação preferencial se desvalorizar em 0,32%, para R$ 34,80, mesmo depois de ter divulgado aumento de 28,1% no lucro líquido do segundo trimestre deste ano, na comparação com igual período do ano passado, para R$ 3,778 bilhões. Em linha, o Santander Brasil caiu 2,56%, para R$ 15,24, depois de o banco ter apresentado crescimento modesto na carteira de crédito do segundo trimestre, apesar de ter aumentado o lucro líquido em 5,35% no período, para R$ 527,5 milhões.
Dólar
A forte aversão ao risco entre os investidores aumentou a demanda por aplicações consideradas mais seguras, como o dólar, pressionando o mercado de câmbio. O dólar à vista, referência no mercado financeiro, teve valorização de 0,50% sobre o real, cotado em R$ 2,27 na venda. Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, subiu 1,42%, também a R$ 2,27.


