MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Agência Estado 
Pós-Ibope
Os dados positivos de produção da Vale e do PMI chinês proporcionaram ganhos robustos para a Vale e seu comportamento se refletiu no Ibovespa ontem. Assim, a realização de lucros pós-Ibope limitou-se à sessão de quarta-feira. Petrobras, que operou grande parte do dia em baixa, se recuperou à tarde e contribuiu para o índice voltar a encostar nos 58 mil pontos.
Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,97%, aos 57.977,56 pontos. Na mínima, registrou 57.357 pontos (-0,11%) e, na máxima, 58.122 pontos (+1,22%). No mês, acumula ganhos de 9,05% e, no ano, de 12,56%. O giro financeiro totalizou R$ 6,295 bilhões.
Produção
O HSBC divulgou na China que o índice dos gerentes de compras (PMI) industrial do país subiu de 50,7 em junho para 52,0 em julho, alcançando o maior nível em um ano e meio. Aqui, a Vale anunciou produção de minério de ferro de 79,448 milhões de toneladas no segundo trimestre, alta de 12,6% ante igual período de 2013, para o melhor desempenho para minério de ferro para um segundo trimestre.
Gerdau
O Goldman Sachs elevou o preço-alvo dos ADRs da mineradora. Assim, a ação ON subiu 1,92% e a PNA, 1,44%. No setor siderúrgico, CSN ON avançou 0,88%, Gerdau registrou alta de 3,25%, enquanto Metalúrgica Gerdau PN teve valorização de 2,69%. Usiminas PNA caiu 2,24% e ON, 1,52%, após lucro líquido menor do que as projeções dos analistas.
Petrobras
Petrobras, que pela manhã caía, melhorou à tarde em meio a um firme fluxo do investidor estrangeiro. Petrobras PN terminou com 0,25% de alta. A ação ON fechou estável.
Bancos
O setor financeiro também se destacou na sessão, sustentado por um otimismo do mercado em geral e também beneficiado pela certeza - a ata do Copom deste mês foi explícita em dizer que os juros não caem em setembro, como apostava o mercado. E isso ajudou a puxar os preços desses papéis, comentaram alguns profissionais. Bradesco PN avançou 1,31%, Itaú Unibanco PN, 1,47%, BB ON, 1,02%, e Santander unit, 1,72%.
Câmbio
O câmbio local teve um dia morno, a despeito da divulgação de uma série de indicadores no exterior e da ata do Copom no âmbito doméstico. Em meio a um volume fraco, o dólar oscilou entre margens muito estreitas ao longo do dia, sem firmar qualquer tendência. No exterior, ao contrário, esteve em alta ante as principais moedas, reagindo principalmente aos números dos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA. Com relação ao real, contudo, a moeda não teve força, encerrando o pregão estável, a R$ 2,220, no balcão. Na máxima, chegou a R$ 2,2230 (+0,14%) e, na mínima, a R$ 2,215 (-0,23%).


