Subiu
Eletrobras
Desceu
Oi

Avanço
A Bovespa teve alta firme ontem, conduzida pelo avanço das estatais, com destaque para Petrobras, e também dos bancos. Com isso, alcançou a terceira semana consecutiva de ganhos. O movimento esteve atrelado à pesquisa Datafolha, melhor do que as expectativas do mercado, com oscilação para baixo nas intenções de voto na presidente Dilma Rousseff e um empate técnico entre a petista e Aécio Neves (PSBD) em um eventual segundo turno. Além disso, no exterior, as bolsas subiram, com a aversão ao risco vista anteontem, após a queda do avião da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia e a invasão de Israel à Gaza, sendo minimizada.

Dados
O Ibovespa terminou a sessão em alta de 2,47%, aos 57.012,90 pontos, maior nível desde 14 de março de 2013 (57.281,02 pontos). Na mínima, registrou 55.639 pontos (estável) e, na máxima, 57.484 pontos (+3,32%). No mês, acumula ganho de 7,23% e, no ano, de 10,69%. Na semana, subiu 4,07% - maior alta semanal desde o período encerrado em 28 de março, quando houve valorização de 5,04%. O giro financeiro totalizou R$ 10,140 bilhões, segundo dados preliminares.

Altas
Petrobras teve grande responsabilidade por esse comportamento de alta do Ibovespa, ao disparar cerca de 5%. No fim, Petrobras ON subiu 5,45% e PN, 4,91%. Eletrobras ON avançou 6,20% e PNB, 0,44%. Já Banco do Brasil ON teve ganho de 2,65%.

Bom humor
O bom humor foi disseminado e os bancos, que têm a maior participação do índice, também subiram de maneira consistente. Bradesco PN avançou 4,79% e Itaú Unibanco PN, 4,90%. Santander unit, no entanto, perdeu fôlego ao longo do dia e fechou em baixa de 0,59%. Vale ON e PNA, no entanto, recuaram 0,10% e 0,04%, respectivamente, depois de também subirem pela manhã.

Perdas
Oi PN liderou as perdas do índice, com 5,45%. A S&P rebaixou o rating de crédito da empresa em escala global para BB+ de BBB-. O rating de crédito da Oi em escala nacional foi rebaixado para brAA+, de brAAA. A perspectiva dos ratings é estável.

Dólar
O dólar à vista no mercado de balcão encerrou o dia com desvalorização de 0,89%, cotado a R$ 2,2300.

Taxas de juros
Assim, ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o juro para outubro de 2014 (18.765 contratos) estava em 10,778%, de 10,766% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2015 (210.905 contratos) marcava 10,73%, de 10,71% no ajuste de ontem. A taxa do DI para janeiro de 2016 (150.860 contratos) indicava 10,94%, igual à véspera. O DI para janeiro de 2017 (239.595 contratos) cedia a 11,20%, de 11,29% no ajuste anterior. E o DI para janeiro de 2021 (86.840 contratos) fechou na mínima de 11,61%, de 11,79% no ajuste anterior.

Agência Estado

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