MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Agência Estado 
Subiu
Ibovespa
Desceu
Dólar
Elevação
A Bovespa deu continuidade ontem à sequência mais recente de ganhos, ajudada pelo exterior e pela expectativa que antecede a divulgação de novas pesquisas eleitorais. A bolsa brasileira chegou a subir 2% durante a tarde, bem mais que os ganhos vistos em Nova York, para terminar com alta de 1,75%, aos 55.743,98 pontos, o patamar mais elevado desde os 56.460,38 pontos de 22 de outubro de 2013. Nas últimas três sessões, o índice à vista acumulou ganhos de 3,93%.
Cenário
A busca por ações foi disparada pela melhora do cenário externo. No fim de semana, o Banco de Portugal (banco central do país) exigiu a troca imediata da direção do Banco Espírito Santo (BES), maior banco privado português. Em crise, o novo comando da instituição, que assumiria no fim do mês, começou a trabalhar ontem. Já o Citigroup registrou um lucro líquido melhor que o esperado, o que representou um estímulo adicional ao setor financeiro em todo o mundo.
Seleção
No Brasil, os papéis de bancos subiram, assim como os das estatais. Neste caso, profissionais do mercado citavam a percepção de que, com a derrota da seleção brasileira na Copa do Mundo, a presidente Dilma Rousseff possa ser prejudicada na corrida eleitoral. Para esta semana, estão previstas duas pesquisas de âmbito nacional: a Sensus e a Datafolha. E se Dilma perder espaço, na visão do mercado, as estatais serão beneficiadas.
Ações
Petrobras ON subiu 3,88% e o papel PN da estatal teve ganho de 4,49%. Eletrobras ON avançou 4,45% e Eletrobras PNB teve ganho de 2,79%. Entre os bancos, Bradesco ON subiu 4,06% e Bradesco PN avançou 3,61%. Banco do Brasil ON teve alta de 2,63%.
Dólar
O dólar interrompeu ontem uma série de três sessões consecutivas de ganhos ante o real. O dólar à vista negociado no balcão cedeu 0,41%, para R$ 2,2130, na mínima da sessão. No mercado futuro, o dólar para agosto, que encerra às 18 horas, caía 0,45%, aos R$ 2,2230. O giro financeiro à vista era pequeno, próximo de US$ 941,6 bilhões, enquanto os contratos para agosto movimentavam pouco mais de US$ 8 bilhões.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de DI para janeiro de 2015 (26.985 contratos) apontava 10,77%, de 10,78% no ajuste anterior. Nos trechos intermediário e longo da estrutura a termo da curva de juros, o DI para janeiro de 2016 (55.095 contratos) marcava 11,09%, de 11,12% último ajuste. O DI para janeiro de 2017 (79.490 contratos) indicava 11,40%, de 11,46% no ajuste anterior. E o DI para janeiro de 2021 (17.870 contratos) mostrava taxa de 11,87%, ante 11,96% na sexta-feira.


