Desceu
Dow Jones
Subiu
dólar

Dow Jones
A crise do Banco Espírito Santo (BES), de Portugal, somada a dados fracos da China e da produção em alguns países europeus, provocaram queda das bolsas internacionais e alta do dólar e dos preços dos Treasuries. O mau humor se estendeu para as bolsas de Nova York, que também terminaram no negativo. Dow Jones (-0,41%), S&P 500 (-0,41%) e Nasdaq (-0,52%).
Entre os dados divulgados ontem, relatórios mostraram queda da produção industrial na França e na Itália. Na China, o superávit comercial diminuiu para US$ 31,6 bilhões em junho, do saldo positivo de US$ 35,92 bilhões registrado em maio, segundo dados da Administração Geral de Alfândega do país. O número veio abaixo da mediana das previsões de um superávit de US$ 36,9 bilhões.

Ibovespa
Já, no Brasil, especulações em torno das pesquisas eleitorais voltaram ao radar dos investidores ontem, provocando forte alta da Bovespa. A derrota histórica do Brasil para a Alemanha na Copa do Mundo gerou expectativas de que a presidente Dilma Rousseff pode registrar queda nas intenções de voto. A alta do bolsa doméstica ficou na contramão dos mercados acionários internacionais.
No fim da sessão, o Ibovespa fechou em alta de 1,79%, aos 54.592,75 pontos, maior patamar desde 20 de junho (54.638,19 pontos). Na máxima da sessão, o índice alcançou 54.600 pontos (+1,80%) e na mínima, registrou 53.643 pontos (+0,02%). O volume de negócios somou R$ 7,759 bilhões.
Mas as ações da Vale no Brasil fecharam em quedas de 0,03% (ON) e 0,07% (PN).

Produção
Apesar da alta da Bolsa, indicadores continuaram a apontar enfraquecimento da atividade econômica no Brasil. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disse que produção industrial recuou em sete dos 14 locais de abril para maio. Os destaques foram as retrações verificados no Amazonas (-9,7%), Bahia (-6,8%) e Região Nordeste (-4,5%).

IGP-M
A primeira prévia do IGP-M de julho, calculada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), caiu 0,50%, ante recuo de 0,64% na primeira prévia do mesmo índice de junho. O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas, que esperavam taxa entre -0,63% a -0,10%, com mediana das expectativas em -0,30%.

Petrobras
Entre os destaques positivos do pregão estavam os papéis de empresas estatais e do setor financeiro. Petrobras ON (+5,20%) e Petrobras PN (+4,50%); Banco do Brasil (+3,96%), Bradesco ON (+4,21%), Bradesco PN (+2,96%) e Itaú Unibanco (+4,63%).

Dólar
O dólar terminou em alta ante o real na sessão de ontem, em sintonia com o avanço registrado ante outras moedas no exterior. O dólar e outros ativos considerados seguros, como os Treasuries (títulos norte-americanos), foram beneficiados pela aversão ao risco desencadeada na Europa por problemas em um banco português e dados fracos da região. Além disso, alguns dados da China favoreceram a busca por segurança. No fim da sessão, o dólar à vista fechou em alta de 0,18%, a R$ 2,2210, no balcão. O volume de negócios somava US$ 1,668 bilhão. No mercado futuro, o dólar para agosto tinha alta de 0,25%, a R$ 2,2350.

(Agência Estado)

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