MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Ibovespa
Desceu
Natura ON
Geral
A pesquisa eleitoral divulgada ontem, mostrando queda mais forte nas intenções de voto à presidente Dilma Rousseff se traduziu num dia de ganhos generalizados na Bovespa. Apenas seis papéis fecharam em baixa e as ações das estatais dispararam. O índice retomou o patamar de 53 mil pontos e registrou o maior ganho porcentual desde o fim de março.
Em alta
O Ibovespa terminou a sessão em alta de 3,04%, maior variação desde os +3,5% de 27 de março deste ano. Terminou em 53.128,66 pontos, maior patamar desde 19 de maio passado (53.353,10 pontos). Na mínima, registrou 51.562 pontos (+0,01%) e, na máxima, 53.175 pontos (+3,13%). Na semana, a Bovespa voltou a acumular ganho, de 3,69%, após duas quedas consecutivas. Em 2014, a alta é de 3,15%. O giro financeiro totalizou R$ 8,265 bilhões.
Pesquisa
A pesquisa Datafolha mostrou que as intenções de voto em Dilma caíram de 37% na pesquisa anterior para 34%, enquanto Aécio Neves, pré-candidato do PSDB, recuou dentro da margem de erro, de 20% para 19%. E isso agradou ao mercado, assim como as projeções para o segundo turno, onde Dilma ganharia de Aécio de 46% contra 38%.
Movimento
Eletrobras ON saltou 9,33% e liderou as altas do Ibovespa, seguida por Petrobras PN, com +8,33%; ON, com +7,69%; Bradesco ON, +5,76%; e BB ON, com 5,31%. Eletrobras PNB subiu 5,18%. Apenas seis papéis caíram: Cesp PNB (-4,15%), Tractebel ON (-0,81%), Vivo PN (-0,59%), Embraer ON (-0,48%), Natura ON (-0,31%) e Copel PNB (-0,06%).
Dólar
O dólar à vista no mercado de balcão encerrou o dia com baixa de 0,71%, cotado a R$ 2,2480. Na semana, acumulou valorização de 0,36%, mas ainda cai 4,58% no ano. Por volta de 16h30, o giro financeiro na clearing de câmbio da BM&FBovespa era de US$ 984,7 milhões. No mercado futuro, o dólar para julho cedia 0,61%, a R$ 2,2625.
Juros
A desvalorização da moeda dos EUA ajudou a colocar os juros futuros em sentido de queda. E nem mesmo o IPCA de maio perto do teto das estimativas conseguiu segurar as taxas, uma vez que o IGP-DI, por outro lado, ficou bastante aquém das projeções. Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do DI para janeiro de 2015 (347.240 contratos) marcava 10,79%, de 12,81% no ajuste anterior. O juro para janeiro de 2016 (251.705 contratos) indicava 11,22%, de 11,32% no ajuste de quinta. Na ponta mais longa da curva de juros, o DI para janeiro de 2017 (481.805 contratos) apontava 11,65%, de 11,64% no ajuste da véspera. E o DI para janeiro de 2021 (86.190 contratos) registrava 11,89%, de 12,12% no ajuste anterior.
Agência Estado





