MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Ibovespa
Desceu
Dólar
Seis minutos
Ontem, o principal evento do mercado acionário durou apenas seis minutos. Esse foi o tempo que o Supremo Tribunal Federal (STF) demorou para adiar o julgamento da correção das cadernetas de poupança nos planos econômicos das décadas de 1980 e 1990. Os papéis dos bancos, que já vinham em alta, tiveram um repique com a notícia e levaram a bolsa para as máximas, voltando em seguida.
Ibovespa
O ritmo seguiu mais fraco depois, mas, na reta final, os preços dos papéis voltaram a ganhar força e garantiram uma alta de quase 1% para a bolsa paulista.
O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,89%, aos 52.639,75 pontos. Na mínima, registrou 52.009 pontos (-0,32%) e, na máxima, 52.858 pontos (+1,31%). No mês, acumula ganho de 1,96% e, no ano, de 2,20%. O giro financeiro totalizou R$ 5,470 bilhões. Os dados são preliminares.
Bancos
BB ON avançou 3,37% e foi o destaque do setor financeiro, uma vez que o adiamento é benéfico principalmente aos bancos públicos, que terão o maior prejuízo em caso de derrota no julgamento do STF. O papel ficou na segunda colocação entre as maiores altas do Ibovespa. Bradesco PN teve variação positiva de 1,02%, Itaú Unibanco PN, de 1,82%, e Santander unit, de 0,66%.
Petrobras
A alta da Bolsa também se sustentou com o desempenho de Petrobras, no dia em que o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou o aumento da participação do biodiesel no diesel. Isso alivia o caixa da estatal com importação de derivados do petróleo. Petrobras ON terminou em alta de 0,85% e PN, de 1,20%.
Vale e siderúrgicas, que operaram a sessão toda em queda, melhoraram nos ajustes. Vale ON fechou estável, PNA, em -0,41%, Gerdau PN em -0,07%, Metalúrgica Gerdau PN, em -0,59%, Usiminas PNA, em -1,81%, e CSN ON, em -1,22%.
Nova York
Em Nova York, a agenda esvaziada deixou o mercado à deriva, sem vigor. O Dow Jones terminou em baixa de 0,25%, aos 16.633,18 pontos, o S&P recuou 0,11%, aos 1.909,78 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,28%, aos 4.225,08 pontos.
Dólar
A moeda norte-americana exibiu ontem um pregão bastante volátil. O dólar terminou a sessão à vista em baixa de 0,36%, na mínima de R$ 2,2330 no balcão. No mercado futuro, a moeda operava, às 16h24, em baixa de 0,25%, a R$ 2,2355.
Juros
O contrato para julho de 2014 (173.910 contratos) terminou a sessão regular em 10,843%, de 10,848% no ajuste de da última terça-feira e, para outubro de 2014, marcou 10,86%, na mínima, de 10,869% na terça. O juro para janeiro de 2015 (134.440 contratos) encerrou em 10,89%, de 10,91% no ajuste de terça.
(Agência Estado)





