Sem tração
As bolsas europeias não conseguiram ganhar tração mesmo após o economista-chefe do Banco Central Europeu, Peter Praet, afirmar que o ambiente de baixa inflação na zona do euro tem levado os formuladores de política a considerarem medidas para resolver o problema. As ações podem incluir a aplicação de uma taxa de depósito negativo, o que pode estimular os bancos a concederem empréstimos em vez de deixar qualquer excedente de capital no BCE.

Divergências
Os mercados de ações da Europa fecharam em direções divergentes ontem, após ganhos recentes, enquanto os investidores aguardam novos sinais sobre o futuro da política monetária do Banco Central Europeu (BCE). Um dos destaques do pregão europeu ficou por conta de expectativas sobre a recuperação econômica britânica e por comentários considerados "dovish", ou seja, mais favoráveis a juros baixos, do presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Mark Carney. O índice pan-europeu Stoxx Europe 600 cedeu 0,09%, para 341,59 pontos, depois de encerrar no nível mais alto desde janeiro de 2008 no dia anterior.

Alemanha
Além disso, o presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, disse que o banco central alemão apoiará medidas tomadas pelo BCE, se isso se justificar. Contudo, ele alertou que nem todas as medidas que o BCE discutir podem ser adequadas para resolver o problema de baixa inflação.

Fraqueza
Outro sinal de fraqueza na recuperação da zona do euro veio da produção industrial em março, que caiu 0,3% em relação a fevereiro e cedeu 0,1% ante o mesmo mês do ano anterior. Com isso, o índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, fechou estável, a 9.754,39 pontos, enquanto o índice FTSEMib, de Milão, cedeu 0,34%, aos 21.184,60 pontos. O CAC 40, de Paris, recuou 0,09%, para 4.501,04 pontos.

Economia inglesa
Em relatório de inflação trimestral publicado hoje, o banco central inglês afirmou que continua esperando que a economia do Reino Unido crescerá 3,4% neste ano, como havia estimado em fevereiro, e que a taxa anual de inflação se aproximará de sua meta de 2,0% nos próximos dois a três anos se as taxas de juros britânicas subirem em linha com a expectativa dos mercados financeiros.

Dólar
O dólar comercial fechou ontem em queda de 0,3%, a R$ 2,208, depois de oscilar durante boa parte da sessão. É a menor cotação desde 10 de abril, quando fechou valendo R$ 2,204. O dólar tem oscilado dentro desse limite informal desde o início de abril. A interpretação dos investidores é de que este patamar agradaria o BC, pois não tende a influenciar a inflação e, ao mesmo tempo, não prejudica as exportações nacionais.

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