MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Dólar
Desceu
Ibovespa
Aversão
A Bovespa teve um pregão de realização de lucros pautado pela aversão ao risco predominante no exterior. O movimento foi firme e puxado sobretudo por forte vendas de investidores estrangeiros. O Ibovespa, no entanto, conseguiu sustentar o patamar de 50 mil pontos perdido pontualmente durante o pregão. O Ibovespa fechou em baixa de 2,21%, aos 50.454,35 pontos. Na mínima, registrou 49.890 pontos (-3,31%) e, na máxima, aos 51.593 pontos (-0,01%). No mês, acumula ganho de 0,08%, mas, no ano, voltou a ter perda, de 2,04%. O giro financeiro totalizou R$ 7,196 bilhões.
Reflexos
O agravamento da crise na Ucrânia e novos sinais de desaceleração da atividade na China fizeram com que as bolsas europeias caíssem. Aqui, sobretudo a China penalizou as ações ligadas a commodities, como Vale, que recuou 3,28% na ON e 4,62% na PNA. Siderúrgicas também terminaram em baixa: Gerdau PN, -1,86%, Metalúrgica Gerdau PN, -3,26%, Usiminas PNA, -3,94%, e CSN ON, -4,18%.
Petrobras
Petrobras também acompanhou a toada do mercado e caiu, apesar da defesa da empresa pela presidente Graça Foster durante audiência em comissões do Senado. A ON recuou 3,45% e a PN, 3,83%. Graça admitiu que não foi feito bom negócio em Pasadena, assunto que motivou sua ida ao Congresso, mas ponderou que a refinaria não está no plano de desinvestimentos da Petrobras. Ela destacou ainda que a estatal não pode repassar a volatilidade do petróleo para as bombas e sinalizou que mira um aumento dos combustíveis. No exterior, o Dow Jones fechou em alta de 0,55%, aos 16.262,56 pontos, o S&P avançou 0,68%, aos 1.842,98 pontos, e o Nasdaq subiu 0,29%, aos 4.034,16 pontos.
Câmbio
O dólar à vista no balcão terminou a sessão com alta de 0,90%, a R$ 2,2370. Por volta das 16h30, o giro estava em torno de US$ 1,17 bilhão, segundo dados da clearing de câmbio da BM&FBovespa. No mercado futuro, o dólar para maio avançava 0,97%, a R$ 2,2455. O volume de negociação era de quase US$ 17,24 bilhões. O índice ICE Dollar, que pesa a moeda norte-americana ante seis principais rivais, tinha alta de 0,09%.
Juros
Ao fim da sessão regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para julho de 2014 (16.995 contratos) apontava 10,865%, de 10,869% no ajuste de segunda-feira. O DI para janeiro de 2015 (77.445 contratos) marcava 11,07%, de 11,08% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2017 (222.395 contratos) registrava 12,46%, de 12,47%. E o DI para janeiro de 2021 (14.580 contratos) tinha taxa de 12,77%, ante 12,76%. Nos EUA, o yield da T-note de 10 anos recuava para 2,623%, de 2,641%.
Agência Estado





