MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Agência Estado 
Subiu
Dow Jones
Desceu
Ibovespa
Contramão
A Bovespa operou ontem novamente na contramão de Wall Street, mas, ao contrário de sexta-feira, fechou em baixa, enquanto lá os índices subiram. Petrobras e bancos pressionaram o índice para baixo, enquanto Vale e CSN subiram e ajudaram a conter a queda do Ibovespa. As bolsas norte-americanas encerraram com ganhos.
O Ibovespa recuou 0,52%, aos 51.596,55 pontos. Na mínima, registrou 51.361 pontos (-0,98%) e, na máxima, 52.110 pontos (+0,47%). No mês, acumula ganho de 2,35% e, no ano, de 0,17%. O giro financeiro totalizou R$ 5,629 bilhões.
Em bloco
O setor financeiro recuou em bloco: Bradesco PN, -1,24%, Itaú Unibanco PN, -1,27%, BB ON, -1,51%, e Santander unit, -0,32%. Petrobras ON caiu 1,60% e PN, 1,61%. Os especialistas comentaram que houve troca desses papéis por Vale, que operou mais firme durante toda a sessão. No final, entretanto, Vale ON caiu 0,24%, enquanto a PNA subiu 0,87%. No setor siderúrgico, destaque para CSN, que fechou com ganho de 1,97%.
Em alta
Nos EUA, o Dow Jones fechou em alta de 0,91%, aos 16.173,24 pontos, o S&P teve valorização de 0,82%, aos 1.830,61 pontos, e o Nasdaq subiu 0,57%, aos 4.022,69 pontos. As bolsas foram impulsionadas pelos dados de varejo, que mostraram aumento de 1,1% nas vendas em março ante fevereiro, registrando o maior ganho desde setembro de 2012. A estimativa dos analistas era de 0,8%.
Juros
Os juros futuros terminaram em alta ontem, impulsionados pelo IGP-10 acima do esperado em abril, pelas revisões para cima na inflação dentro da pesquisa Focus e pelos dados positivos nos EUA. Ao término da sessão regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para julho de 2014 marcava 10,870%, de 10,865% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2015 apontava 11,08%, de 11,07% no ajuste anterior. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2017 registrava 12,47%, de 12,38%. E o DI para janeiro de 2021 tinha taxa de 12,76%, ante 12,65%.
Dólar
O dólar à vista fechou em leve queda ontem. Além de conduzirem uma realização de lucros, após a moeda norte-americana ter acumulado alta de 1,00% nas duas sessões anteriores, os operadores acreditam que o Banco Central tende a continuar operando para manter o dólar mais fraco a fim de segurar a inflação. O dólar à vista no balcão terminou a sessão cotado a R$ 2,2170, uma queda de 0,14%. Por volta das 16h30, o giro estava em torno de US$ 1,30 bilhão, segundo dados da clearing de câmbio da BM&FBovespa. No mercado futuro, o dólar para maio tinha desvalorização de 0,11%, a R$ 2,2255. O volume de negociação era de quase US$ 9,82 bilhões.


