MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de abril de 2014
Agência Estado 
Desceu
Cia. Hering ON
Subiu
Estatais
Alta firme
O recuo da véspera foi passageiro e a Bovespa retomou ontem a trajetória positiva, com ganhos firmes. O forte fluxo de estrangeiros impulsionou o Ibovespa para o melhor patamar desde o fim de novembro e fez com que, pela primeira vez no ano, acumulasse ganhos em 2014.
Alívio
A bolsa doméstica terminou o dia com elevação de 2,85% aos 51.701,05 pontos. Na mínima, registrou 50.201 pontos (-0,14%) e, na máxima, 51.794 pontos (+3,03%). No mês, acumula ganho de 2,55% e, no ano, passou a ter ganho pela primeira vez de 0,38%. O giro financeiro totalizou R$ 9,987 bilhões.
Expectativas
Os papéis da estatais novamente foram afetados por nova pesquisa Datafolha prevista para ser divulgada no fim de semana. Com isso, o mercado voltou à avaliação de que poderá haver mudança na política econômica do governo ou derrota de Dilma Rousseff no pleito de outubro.
Estatais
Os papéis das estatais foram os mais beneficiados. Eletrobras e Petrobras também sofreram influência de declarações do ministro Guido Mantega, de que os preços das tarifas de energia poderão subir mais em 2015, com a estiagem. A leitura do mercado é de que, se há espaço para reajuste da energia, também pode sobrar para os combustíveis.
Quase todas
Petrobras ON subiu 4,05% e PN, 4,74%; Eletrobras ON, 4,44% e PNB, 5,89%; BB ON, 4,17%. Apenas seis ações fecharam em baixa: Cia. Hering ON (-0,73%), Brookield ON (-0,68%), Embraer ON (-0,49%), Souza Cruz ON (-0,34%), Vivo PN (-0,23%) e Dasa ON (-0,13%).
Nos EUA
O Dow Jones terminou com elevação de 0,24%, aos 16.573,00 pontos, o S&P avançou 0,29%, aos 1.890,90 pontos, e o Nasdaq, 0,20%, aos 4.276,46.
Selic
A expectativa se o Comitê de Política Monetária elevaria a Selic para 11% ao ano, após o fechamento da Bolsa, fez os juros futuros de curto prazo, que melhor refletem as apostas para a política monetária, girassem forte. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2014, o mais líquido, era de 10,81%, de 10,79% no ajuste de ontem (488.730 contratos). O DI para janeiro de 2015 apontou 11,12% (280.305 contratos), de 11,14% no ajuste anterior. No trecho longo da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 fechou com taxa de 12,48%, de 12,53% ontem, e o DI para janeiro de 2021 marcou 12,80%, de 12,86%.
Dólar
O dólar à vista subiu 0,26%, a R$ 2,2720, no balcão. No mercado futuro, o dólar para maio subia 0,35%, a R$ 2,2865, perto das 17 horas.


