MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Ibovespa
DesceuDólar
Pesquisa
A pesquisa CNI/Ibope sobre o desempenho do governo federal e a atuação da presidente Dilma Rousseff mostrou piora da avaliação da atual gestão e animou o mercado acionário. Os investidores dispararam ordens de compras que impulsionaram principalmente as ações das estatais. O movimento, entretanto, foi generalizado e apenas duas ações terminaram em queda.
Ganhos
A bolsa doméstica encerrou o dia com ganho de 3,50%, a maior alta porcentual desde os +3,65% de 2 de setembro do ano passado. Fechou em 49.646,79 pontos, na máxima pontuação do dia e no maior patamar desde 16 de janeiro deste ano (49.696,28 pontos). Na mínima do dia, marcou 47.962 pontos (-0,01%). No mês, a bolsa brasileira acumula ganho de 5,42% e, no ano, perda de 3,61%. O giro financeiro também disparou, totalizando R$ 10,388 bilhões.
Avaliação
Pelo levantamento CNI/Ibope, a avaliação positiva do governo caiu de 43% para 36%, a negativa subiu de 20% para 27%, e a aprovação à maneira de Dilma governar recuou de 56% para 51%. O resultado da pesquisa, explicaram os profissionais de mesa de renda variável consultados, fez crescer a perspectiva de mudanças na condução da política econômica do governo. Essa perspectiva puxou principalmente os papéis das estatais, os primeiros afetados nesta eventual mudança.
Movimento
Petrobras ON fechou em alta de 7,55%. A PN teve ganho de 8,12%, a maior elevação desde 6 de março de 2013 (+9%), um dia após um reajuste do diesel. Banco do Brasil saltou 6,63%, Eletrobras PNB, +3,52%. A lista de maiores altas foi liderada por Eletrobras ON (+9,84%), seguida por LLX ON (+9,78%) e Petrobras PN (+8,12%). Oi PN caiu 0,31% e Dasa ON recuou 0,07%. As duas únicas quedas do Ibovespa.
Câmbio
A piora na avaliação do governo da presidente Dilma Rousseff deu forte contribuição para o fechamento em baixa do dólar ante o real. No fechamento, o dólar à vista valia R$ 2,2670, com queda de 1,86%. Foi a menor cotação desde 4 de novembro do ano passado (R$ 2,2460). No mercado futuro, o dólar para abril cedia 1,63%, a R$ 2,2685, às 16h34.
Juros
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2015 fechou em 11,14%, na mínima, ante 11,15% no ajuste anterior. Os juros longos, por sua vez, caíam no início do dia dando continuidade ao movimento de devolução de prêmios iniciado na última sexta-feira e com a entrada de estrangeiros no mercado, que pressiona os DIs para baixo. Depois da pesquisa que apontou avaliação pior do governo Dilma e acelerou a baixa do dólar, confirmaram a trajetória e terminaram o dia em queda, chegando a 17 pontos-base no DI com vencimento em janeiro de 2017, a 12,27%.
Agência Estado





