MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Ibovespa
Desceu
Dólar
Ignorado
A Bovespa praticamente ignorou o rebaixamento do rating brasileiro pela Standard & Poor's (S&P). Chegou a pisar no terreno negativo, mas pontualmente e sem sequer registrar dois dígitos de perdas. Fluxo firme de compra de investidores estrangeiros e a alta das bolsas internacionais sustentaram os ganhos domésticos.
Valorização
O Ibovespa encerrou a sessão com valorização de 0,39%, aos 48.180,14 pontos, o maior patamar desde 14 de fevereiro (48.201,11 pontos). Na mínima do dia, registrou 47.950 pontos (-0,09%) e, na máxima, 48.441 pontos (+0,93%). Em sete sessões, subiu 7,15%. No mês, avançou 2,31% e, no ano, acumulou perdas de 6,46%. O giro financeiro totalizou R$ 5,730 bilhões.
Sem surpresas
Os especialistas consultados pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, destacaram que o downgrade do Brasil já era esperado pelo mercado, embora a data do anúncio tenha sido uma surpresa. Um operador justificou a alta doméstica com o forte fluxo de compra por parte dos estrangeiros, que continuam aproveitando preços atrativos dos papéis.
Reflexo
A alta das bolsas norte-americanas também favoreceu a continuidade dos ganhos na Bovespa, além da percepção de que o que é ruim pode significar um outro quadro eleitoral em outubro. "Tudo o que acontece de ruim pode fazer com que a oposição tenha chances nas eleições", reforçou Hersz Ferman, da Elite Corretora.
Movimento
Petrobras ON fechou em alta de 0,79% e as PN, de 0,56%. Em seis sessões no azul, acumulam +16,88% e +15,19%. A S&P rebaixou o rating corporativo em escala global da Petrobras para BBB-, de BBB, em linha com a redução da nota soberana do Brasil para o mesmo patamar. Eletrobras, que também teve seu rating reduzido, no entanto, fechou em baixa de -1,86% na ON e de 3,07% na PNB.
Ajuda
Vale ON subiu 0,78% e Vale PNA, 1,66%, ajudadas pela alta do preço do minério no exterior. Nos EUA, o Dow Jones fechou em alta de 0,56%, aos 16.367,88 pontos, o S&P subiu 0,44%, aos 1.865,62 pontos, e o Nasdaq avançou 0,19%, aos 4.234,27 pontos.
Câmbio
O dólar à vista no balcão fechou em queda de 0,60%, a R$ 2,3070, depois de testar uma mínima abaixo de R$ 2,30 durante a tarde (R$ 2,2990). No mercado futuro, a moeda para abril cedia 0,84%, a R$ 2,3095, às 16h38.
Juros
As taxas futuras recuaram, em linha com a moeda dos Estados Unidos. A taxa do DI para julho de 2014 fechou em 10,84%, na mínima, igual ao ajuste anterior. O DI para janeiro de 2015 projetou, ao término da sessão regular, 11,16%, ante 11,17% da véspera. A taxa para janeiro de 2017 fechou em 12,52%, ante 12,63%; e a taxa para janeiro de 2021, em 12,91%, ante 13,05%.
Agência Estado





