MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Ibovespa
Desceu
Câmbio
Em alta
A Bovespa seguiu o exterior e operou em alta ontem, mas fechou longe da máxima, penalizada pelo recuo das ações de Petrobras. Os papéis acumularam sua terceira queda seguida e renovaram os menores preços desde 2005. O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,34%, aos 45.117,80 pontos. Na mínima, registrou 44.969 pontos (+0,01%) e, na máxima, 45.499 pontos (+1,19%). No mês, acumula perda de 4,20% e, no ano, de 12,40%. O giro financeiro totalizou R$ 7,715 bilhões, dos quais R$ 2,677 bilhões foram do exercício de opções sobre ações.
Doméstico
O noticiário doméstico pende para o lado negativo, com a questão fiscal preocupando, inflação, temor de racionamento e desabastecimento de energia. Com isso, o investidor fica com o pé atrás e prefere assumir posição de longo prazo no mercado acionário, comentaram profissionais. "Depois do estrangeiro, agora é o local quem vende", resumiu um operador.
Repercussão
Por isso a Bovespa não conseguiu acompanhar os ganhos em Wall Street, onde a repercussão do referendo na Crimeia foi mais suave do que se temia na semana passada e após indicadores de atividade firmes. Na Crimeia, o plebiscito aprovou por maioria quase que absoluta a anexação à Rússia, mas o mercado acabou não sentindo maiores reações do evento. Assim, as bolsas europeias fecharam com alta firme, da mesma forma que as norte-americanas. O Dow Jones subiu 1,13%, aos 16.247,22 pontos, o S&P avançou 0,96%, aos 1.858,83 pontos, e o Nasdaq teve ganho de 0,81%, aos 4.279,95 pontos.
Portas de saídas
Aqui, Petrobras e Vale foram portas de saída dos investidores, sobretudo após o exercício de opções sobre ações. Petrobras ON encerrou com baixa de 0,66%, a R$ 12,02, menor valor desde 26/7/2005, e a PN, de 1,64%, a R$ 12,57, menor valor desde 27/12/2005. Essa foi a terceira sessão seguida de perdas da Petrobras, período no qual recuou 4,45% e 5,63%, ON e PN, respectivamente. Vale ON conseguiu garantir uma alta, de 0,17%, enquanto a PNA recuou 0,38%.
Câmbio
O dólar à vista no balcão terminou com baixa de 0,09% ante o real, cotado a R$ 2,3490 no balcão. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio da BM&FBovespa era de US$ 1,44 bilhão às 16h30. O dólar futuro para abril, neste horário, subia 0,02%, a R$ 2,3580 e com movimento de US$ 9,62 bilhões.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o DI com vencimento em julho de 2014 (4.290 contratos) tinha taxa mínima de 10,81%, de 10,82% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2015 (124.665 contratos) projetava 11,15%, de 11,16% na sexta-feira. No trecho mais longo, o contrato com vencimento em abril de 2017 (131.425 contratos) indicava 12,57%, de 12,55%.
(Agência Estado)





