MERCADO FINANCEIRO
Desceu
Ibovespa
Subiu
CSN ON
Perdas
A Bovespa teve mais uma sessão de perdas, penalizada pela aversão ao risco do mercado externo e pela fuga do estrangeiro do mercado doméstico. O índice rompeu o piso de 45 mil pontos e voltou ao menor patamar desde abril de 2009, encerrando também sua quarta semana consecutiva no vermelho. Siderúrgicas - em especial CSN e Usiminas - e Vale subiram e deram alívio ao índice, mas Petrobras e o setor elétrico pesaram.
Em baixa
O Ibovespa fechou a sessão em baixa de 1,05%, aos 44.965,66 pontos, o menor nível desde 22 de abril de 2009 (44.888,20 pontos), e ingressou no bear market. Na mínima do dia, registrou 44.905 pontos (-1,19%) e, na máxima, 45.562 pontos (+0,26%). Na semana, recuou 2,76%. Nestas quatro semanas seguidas de baixa, acumulou -6,71%. No mês até ontem, a queda chega a 4,52%, e, no ano, a 12,70%. O giro financeiro totalizou R$ 5,924 bilhões.
Setor elétrico
O setor elétrico repercutiu o anúncio de medidas do governo para aliviar o caixa das distribuidoras e passou ainda por um movimento de realização de lucros. Cemig PN caiu 5,98%, a terceira maior baixa do Ibovespa, seguida por Copel PNB (-3,64%). Eletrobras ON, -3,36%, Eletropaulo ON, -2,64%, Energias do Brasil ON, -0,55%, Tractebel ON (-3,08%).
Firme
Petrobras também fechou com queda firme, penalizada em parte pelo anúncio de quinta-feira. O governo fará um leilão de energia e a estatal pode participar. Petrobras ON recuou 2,50%, na mínima, e a PN perdeu 2,52%. Vale e siderúrgicas, por outro lado, subiram. Vale ON virou nos ajustes para -0,14%, Vale PNA, +0,77%. CSN ON foi o grande destaque, com 11,74%, a maior alta do Ibovespa, após anunciar programa de recompra de ações. Usiminas PNA avançou 5,24%, a segunda maior alta. Gerdau PN, +1,95%, Metalúrgica Gerdau PN, 2,16%.
Câmbio
O dólar à vista no balcão terminou com desvalorização de 0,59%, cotado a R$ 2,3510, na mínima da sessão. Perto de 16h30, o giro financeiro registrado na clearing de câmbio da BM&FBovespa era de aproximadamente US$ 1,452 bilhão. No mercado futuro, a moeda para abril recuava 0,59% no mesmo horário, a R$ 2,3620 e com movimento de cerca de US$ 15 bilhões.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o DI com vencimento em julho de 2014 (91.275 contratos) tinha taxa máxima de 10,82%, de 10,81% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2015 (140.030 contratos) projetava 11,16%, de 11,15% na véspera. No trecho mais longo, o contrato com vencimento em abril de 2017 (319.765 contratos) indicava 12,55%, de 12,50% quinta-feira. O DI para janeiro de 2021 (34.060 contratos) estava em 12,98%, de 12,92% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





