MERCADO FINANCEIRO
Desceu
Bovespa
Subiu
Dólar
Virada
Depois de abrir em alta, seguindo o exterior, a Bovespa também acompanhou a virada para baixo das Bolsas de Nova York, à tarde. Os investidores se deixaram levar pela aversão ao risco, em meio a preocupações com a desaceleração da economia chinesa e a crise na Crimeia. Domingo, dia 16, a região passa por um referendo para decidir se vai se anexar à Rússia, abandonando de vez a Ucrânia. Aqui, as elétricas subiram em bloco e suavizaram a queda da Bolsa.
Em baixa
O Ibovespa terminou o pregão com baixa de 0,91%, aos 45.443,83 pontos, no menor patamar desde os 45.075,50 pontos de 8 de julho passado. Na mínima, registrou 45.250 pontos (-1,33%) e, na máxima, os 46.176 pontos (+0,69%). No mês, acumula perda de 3,50% e, no ano, recuo de 11,77%. O giro financeiro totalizou R$ 5,741 bilhões. CPFL ON subiu 4,45% e foi a segunda maior alta do índice Bovespa, atrás de Dasa ON (+11,07%). Light ON, na terceira posição, avançou 4,34%, seguida por Tractebel ON (+3,44%), Cemig ON (+3,31%), Energias do Brasil ON (+3,17%) e Eletropaulo PN (+3,12%).
De perto
A Bovespa acompanhou de perto a queda das bolsas internacionais e o estrangeiro atuou com firmeza na ponta vendedora. A aversão ao risco no mercado internacional acabou abandonando os bons dados sobre a economia norte-americana, divulgados pela manhã. As bolsas fecharam em queda na Europa e o mesmo aconteceu nos Estados Unidos, onde o Dow Jones encerrou em baixa de 1,41%, aos 16.108,89 pontos, o S&P caiu 1,17%, aos 1.846,34 pontos, e o Nasdaq registrou perdas de 1,46%, aos 4.260,42 pontos.
Câmbio
O dólar, após passar toda a manhã em baixa diante do real, voltou a terminar com valorização, mais uma vez afetado pelo ambiente externo. A virada da moeda dos EUA ocorreu concomitantemente à piora importante nas bolsas norte-americanas. As incertezas sobre a condução da política monetária do Fed, após três diretores da instituição falarem ontem, também ajudou a puxar a moeda dos EUA ante o real, que terminou com valorização de 0,21% no mercado à vista de balcão, cotada a R$ 2,3650.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o DI com vencimento em julho de 2014 (46.315 contratos) tinha taxa máxima de 10,81%, de 10,79% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2015 (204.400 contratos) projetava 11,15%, de 11,11% na véspera. No trecho mais longo, o contrato com vencimento em abril de 2017 (301.290 contratos) indicava 12,50%, de 12,47% na quarta-feira. O DI para janeiro de 2021 (14.630 contratos) estava em 12,92%, de 12,90% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





