Subiu
Dólar
Desceu
Ibovespa

Em queda
A Bovespa devolveu os ganhos da véspera e terminou a sessão em queda, penalizada pela aversão ao risco. Notícias sobre um calote corporativo na China e as tensões na Ucrânia ofuscaram os dados melhores do que o esperado do mercado de trabalho dos EUA em fevereiro. No fim da sessão, o Ibovespa recuou 1,80%, aos 46.244,07 pontos. Na mínima, registrou 46.086 pontos (-2,14%) e, na máxima, 47.218 pontos (+0,27%). O volume negociado ontem totalizou R$ 7,307 bilhões. A Bovespa acumula baixa de 10,22% no ano.

Pressão
A bolsa abriu em queda, pressionada pelo recuo das ações da Vale e siderúrgicas, que foram impactadas pelos temores sobre o desempenho econômico da China depois de a fabricante de painéis solares Shanghai Chaori Solar Energy anunciar o primeiro calote da história do mercado doméstico de bônus corporativos do país. Essas preocupações levaram o contrato do cobre para três meses a fechar em queda de 3,8%, a US$ 6.781 a tonelada, o menor nível desde 31 de julho, na London Metal Exchange (LME). A China é o maior consumidor mundial de metais, responsável por cerca de 40% da demanda global por cobre.

Recuo
As ações PNA e ON da Vale recuaram 3,63% e 3,78%, respectivamente. Entre as siderúrgicas, Usiminas PNA (-5,61%), CSN (-5,08%) e Gerdau (-3,46%). As ações da Petrobras fecharam em queda de 0,82% (ON) e 1,78% (PN).

Mudanças
Ainda pela manhã, a Bovespa operou rapidamente em território positivo, ajudada pela divulgação do relatório do mercado de trabalhos dos EUA. Segundo o Departamento de Trabalho americano, foram criados 175 mil empregos no mês passado, ante projeção de 152 mil novos postos de trabalho. O mercado acelerou as perdas à tarde e bateu mínimas seguidas, depois que um movimento de stop loss fez com que os investidores abandonassem ações.

Câmbio
O dólar à vista no balcão terminou o dia cotado na máxima de R$ 2,3490, com uma alta de 1,34% - maior alta em único dia desde 2 de janeiro. Por volta das 16h30, o giro estava em torno de US$ 936,28 milhões, segundo dados da clearing de câmbio da BM&F Bovespa. No mercado futuro, o dólar para abril tinha valorização de 0,98%, a R$ 2,3625.

Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o DI com vencimento em julho de 2014 (300.165 contratos) tinha taxa de 10,80%, de 10,79% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2015 (210.975 contratos) projetava 11,13%, de 11,08% na véspera. No trecho mais longo, o contrato com vencimento em abril de 2017 (324.885 contratos) indicava 12,55%, de 12,37% de quinta-feira.

(Agência Estado)

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