Desceu
Petrobras
Subiu
Dólar

Carnaval
O resultado fiscal de janeiro abaixo do piso das projeções, a alta da Bovespa na véspera e a expectativa com dados da China no final de semana prolongado, a começar de ontem, levaram a Bovespa a fechar novamente em queda e a registrar seu quarto mês consecutivo no vermelho.

Em baixa
O Ibovespa terminou a sessão em baixa de 1,08%, aos 47.094,40 pontos. Na mínima, registrou 47.043 pontos (-1,18%) e, na máxima, 47.813 pontos (+0,43%). Na semana, caiu 0,60%, no mês, 1,14% e, no ano, acumula perda de 8,57%. Nestes quatro meses em queda, o Ibovespa recuou 13,20%. O volume negociado totalizou R$ 7,669 bilhões.

Governo
Os dados do governo afetaram o resultado da Bovespa na sessão. A Bolsa abriu em alta, mas virou e quando os números do Governo Central foram divulgados, acabou ampliando a queda, sem conseguir se recuperar mais durante o dia. À tarde, o resultado consolidado do governo já estava dado - visto que o governo central responde pela maior parte dele - e só deu continuidade ao movimento baixista até o fechamento.

Superavit
O setor público consolidado apresentou superavit primário de R$ 19,921 bilhões em janeiro, abaixo do piso das previsões, de R$ 20 bilhões. O teto era de R$ 27 bilhões. O chefe adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Fernando Rocha, informou que o resultado de janeiro foi o mais baixo para o mês desde 2011.

China
A alta da véspera, o final de semana prolongado e os dados que serão divulgados na China a partir de ontem também influenciaram no desempenho da Bolsa doméstica. CSN foi um dos destaques negativos da sessão, ao cair 6,92% após o balanço e influenciar o setor. Foi a maior baixa do índice ontem. Gerdau PN caiu 2,50%, Metalúrgica Gerdau PN, -2,13%, Usiminas PN, -3,46%.

Plataforma
Vale ON recuou 0,03% e PNA, 0,75%. Petrobras também caiu, devolvendo a alta da véspera e reagindo às indefinições que ainda cercam a empresa. Para ajudar, uma plataforma adernou na Bacia de Campos ontem, o que eleva o mau humor com a companhia, segundo profissionais. Petrobras ON ficou 2,55% mais barata e a PN, 3,21%.

EUA
O mercado norte-americano de ações fechou em alta pelo terceiro dia consecutivo, depois da divulgação de dois indicadores positivos. O índice S&P-500 fechou em nível recorde. O Nasdaq, porém, fechou em baixa. A expansão do produto interno bruto (PIB) dos Estados Unidos em 2013 foi de 1,9%.

Câmbio
Nem mesmo o inesperado leilão de linha, no valor de até US$ 1,8 bilhão, feito ontem pelo Banco Central, conseguiu impedir a valorização do dólar, que terminou cotado a R$ 2,3420 no balcão, com valorização de 0,86%. Além disso, o PIB dos EUA também ficou abaixo do estimado inicialmente, dando sua contribuição para o avanço da moeda norte-americana.

Giro
O giro financeiro no mercado à vista era de US$ 1,455 bilhão até 16h45, segundo a clearing de câmbio da BM&FBovespa. No mercado futuro, o dólar para abril subia 1,22%, a R$ 2,3630, com movimento de cerca de US$ 21 bilhões.

Tesouro
A principal decepção com os números fiscais veio do Governo Central. Segundo o Tesouro Nacional, o superavit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) foi de R$ 12,954 bilhões em janeiro.

Juros
No fim da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2014 (221.595 contratos) tinha taxa de 10,77%, ante 10,74% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2015 (260.275 contratos) projetava 11,07%, de 10,97% na véspera. No trecho mais longo, o contrato com vencimento em abril de 2017 (437.880 contratos) indicava 12,26%, de 12,05% ontem. O DI para janeiro de 2021 (66.230 contratos) estava em 12,xx%, de 12,48% no ajuste anterior.

Europa
Uma série de indicadores econômicos positivos na Europa e nos Estados Unidos deu força às bolsas de valores europeias no fim da sessão e fez com que a maioria delas fechasse em alta. As vendas no varejo da Alemanha subiram mais que o esperado em janeiro e a taxa de desemprego na zona do euro permaneceu estável em 12%. Os dados divulgados nos EUA também surpreenderam positivamente e contribuíram para os ganhos das ações europeias.

Ucrânia
Com isso, o índice Stoxx Europe 600 deixou para trás os temores com a crise política na Ucrânia e o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro - que ganhou força em janeiro e reduziu a pressão para o Banco Central Europeu (BCE) fornecer mais estímulos à economia do bloco. O Stoxx Europe 600 fechou em alta de 0,2%, aos 338,02 pontos, encerrando a semana com avanço de 0,6% e o mês com +4,8% - o melhor resultado mensal desde julho do ano passado.
(Agência Estado)

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