MERCADO FINANCEIRO
Desceu
Petrobras
Subiu
Embraer
Descolada
A Bovespa fechou em queda pelo segundo dia consecutivo, mais uma vez descolada dos mercados internacionais, devido aos receios dos investidores com a situação da economia do Brasil. Dados fracos das vendas no varejo e comentários do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, reforçaram a aversão ao risco.
Giro
No fim da negociação, o Ibovespa caiu 0,84%, aos 47.812,83 pontos. Na máxima da sessão, o índice atingiu 48.211 pontos, e, na mínima, somou 47.129 pontos. O índice acumula alta de 0,37% no mês de fevereiro e queda de 7,17% no ano. O volume de negócio totalizou R$ 5,740 bilhões.
Risco
A divulgação dos dados, somada aos recentes temores com a possibilidade de uma crise no setor energético e ao relatório do Federal Reserve que citou as vulnerabilidade do País, reduziu o apetite por risco dos investidores. Nem mesmo a alta registrada pelos índices acionários em Wall Street conseguiu tirar a Bolsa brasileira do vermelho.
Tombini
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse que o BC ajustará seus instrumentos para trazer a inflação para baixo e que as reservas cambiais do País poderão ser usadas para conter o impacto da desvalorização do real na economia.
Ações
As ações ON do Banco do Brasil lideraram as perdas da sessão e fecharam em queda de 4,61%. O declínio dos papéis refletiu o balanço da instituição que mostrou contração de 23,7% do lucro líquido no quarto trimestre, em bases anuais, para R$ 3,025 bilhões no quarto trimestre de 2013.
Blue chips
Entre as blue chips, a Petrobras registrou forte queda, pressionada por uma relação de lucros. Petrobras ON (-2%) e Petrobras PN (-2,34%). As ações da PNA e ON da Vale recuaram 0,10% e 0,41%, respectivamente.
Encomendas
Do lado positivo, as ações da Embraer fecharam em alta de 2,39% com o anúncio de que a companhia recebeu novas encomendas. A indiana Air Costa encomendou nesta quinta-feira 50 aeronaves E-Jets E2.
Câmbio
O dólar caiu 0,70% no mercado à vista de balcão, cotado a R$ 2,4060. No mercado futuro, o dólar recuava 0,92%, a R$ 2,4150.
Juros
No fim do pregão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2014 apontava 10,595% de 10,581% no ajuste da véspera. O DI para janeiro de 2015 tinha taxa de 11,38%, ante 11,37% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2017 estava em 12,76%, de 12,84% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 indicava 13,17%, ante 13,32%.
(Agência Estado)





