Desceu
Petrobras
Subiu
Vale

Tensão
A Bovespa fechou em alta ontem mas abaixo das máximas atingidas na sessão, à medida que os investidores continuam céticos em relação à situação da economia brasileira. Apesar do desempenho mais fraco, a bolsa conseguiu interromper três sessões consecutivas de quedas, ajudada pela redução das tensões nos países emergentes com a decisão inesperada do Banco Central da Índia de elevar os juros.

Negócios
No fim da sessão, o Ibovespa subiu 0,29%, e terminou com 47.840,93 pontos. Na máxima do pregão, a bolsa atingiu 48.488 pontos (+1,65%) e na mínima, somou 47.750 pontos (+0,10%). No ano e no mês de janeiro, a Bovespa acumula queda de 7,12%. O volume de negócios totalizou R$ 5,276 bilhões.

Desaceleração
A Bolsa perdeu fôlego à tarde, conduzida principalmente pela oscilação dos papéis da Petrobras e pela desaceleração da alta das ações de bancos. O apetite por risco foi sustentado, porém, pela reação positiva dos investidores à decisão do Banco Central da Índia de elevar a taxa de juros em 0,25 ponto porcentual, para 8%. O anúncio alimentou as expectativas de que o Banco Central da Turquia anunciará medida similar na reunião extraordinária convocada para ontem a noite.

Emergentes
Ontem, o banco norte-americano Goldman Sachs disse, em uma teleconferência, que muitos países emergentes terão que elevar os juros para conter fugas de capital e lidar com inflação.

Corporações
No setor corporativo, Petrobras PN fechou com queda de 0,40% e Petrobras ON terminou estável. Entre os bancos, Banco do Brasil (-1,12%), Bradesco PN (+0,08%), Santander (-0,50%). As ações da Vale terminaram o dia com ganhos consistentes: Vale PNA avançou 1,19% e Vale ON ganhou 2,02%.

Câmbio
O dólar à vista no balcão subiu 0,21%, a R$ 2,4270. Por volta das 16h30, o giro à vista era bastante contido, em torno de US$ 614,3 milhões, segundo dados da clearing de câmbio na BM&FBovespa. No mercado futuro, o dólar para fevereiro avançava 0,14%, a R$ 2,4305. O volume de negociação estava perto de US$ 14 bilhões.

Juros
No fim do pregão regular, a taxa do DI para abril de 2014 avançava para 10,500% (119.535 contratos), de 10,491% no ajuste de segunda-feira. O DI para janeiro de 2015 apontava 11,24% (243.870 contratos), de 11,20% no ajuste anterior. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 (275.950 contratos) estava em 12,82%, de 12,73%. O DI para janeiro de 2021 (24.425 contratos) registrava 13,35%, de 13,27% no ajuste de anteontem.
(Agência Estado)

mockup