Desceu
Vale
Subiu
Dólar

Aversão ao risco
A Bovespa fechou ontem no menor patamar desde 7 de agosto do ano passado, com queda de quase 2% em meio à aversão ao risco que se abateu sobre os mercados emergentes depois da divulgação de dados fracos da atividade industrial da China. As fortes perdas das bolsas de Nova York também contribuíram para a fuga dos investidores de ativos considerados arriscados.

Queda
No fim da sessão, o Ibovespa caiu 1,99%, para 48.320,64 pontos, na mínima do dia. Na máxima, atingiu 49.598 pontos (+0,61%). No mês de janeiro e no ano, a Bovespa acumula queda de 6,19%. O volume de negócios totalizou R$ 6,805 bilhões.

Pessimismo
O pessimismo voltou a imperar nos negócios durante à tarde, enquanto as bolsas de Nova York registravam quedas superiores a 1%. A onda de vendas no mercados acionários foi impulsionada pelos números da atividade industrial da China e dos EUA. A aversão ao risco se propagou para os mercados emergentes por conta da Turquia e Argentina.

Câmbio flutuante
Na Turquia, houve intervenção direta do banco central do país no mercado, vendendo dólares aos bancos, enquanto na Argentina, o banco central deixou o câmbio livre para flutuar. Só para citar um deles, o peso argentino sofreu uma mega desvalorização nos últimos dois dias e ameaça a competitividade do real. O dólar oficial fechou com alta de 12% ante o peso argentino, a 7,96 pesos (compra) e 8,010 pesos(venda), mas, durante o dia, chegou a ser negociado por 8,70 pesos. No mercado paralelo, a cotação ficou em 12,70/12,75.

Corporações
No setor corporativo, as ações da Petrobras, Vale e bancos tiveram fortes quedas. Petrobras PN (-2,34%), Petrobras ON (-2,30%), Vale ON (-2,77%) e Vale PNA (-2,63%). Entre os bancos, Banco do Brasil (-4,23%), Itaú Unibanco PN (-1,98%), Bradesco PN (-2,26%).

Dólar
O dólar fechou no maior patamar ante o real em cinco meses ontem, a R$ 2,4000 no mercado à vista de balcão, após acentuar os ganhos na segunda parte da sessão, em meio ao nervosismo que atingiu outras moedas-commodities no exterior. O dólar operou em alta ante o real desde a abertura dos negócios.

Juros
No fim da sessão regular do mercado de juros, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para abril de 2014 (201.795 contratos) marcava 10,506%, de 10,492% no ajuste de quarta-feira, 22. A taxa do DI para janeiro de 2015 (708.475 contratos) estava em 11,16%, de 11,07% no ajuste da véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 (436.185 contratos) apontava 12,65%, de 12,49%. O DI para janeiro de 2021 (73.230 contratos) mostrava 13,25%, de 13,10%.
(Agência Estado)

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