Desceu
Bovespa
Subiu
Câmbio

Bovespa
A Bovespa fechou em baixa ontem conduzida pelo declínio das bolsas dos EUA e das ações da Petrobras, que registraram ganhos robustos na sessão anterior.O Ibovespa chegou ao fim do pregão com queda de 0,82%, aos 49.696,28 pontos. Na máxima do dia, o índice atingiu 50.577 pontos (+0,94%), e na mínima, alcançou 49.628 pontos (-0,95%). A bolsa tem queda acumulada de 3,52% no ano. O volume de negócios totalizou R$ 5,629 bilhões.

Efeito Copom
A Bovespa abriu em alta , com os investidores ainda digerindo a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter o ritmo de alta do juro básico, em 0,50 ponto porcentual, e o resultado no teto das projeções das vendas no varejo em outubro. Mas a abertura negativa das bolsas de Nova York, após balanços corporativos decepcionantes, pesou sobre o sentimento dos investidores no mercado acionário doméstico, que zerou os ganhos no início da tarde.

Petrobras
O declínio das ações da Petrobras também estava entre os fatores que pressionaram a Bovespa para baixo. Os papéis subiram muito na véspera em meio à especulações de que a companhia planejava elevar novamente os preços dos combustíveis no primeiro semestre deste ano. A notícia foi desmentida pela estatal após o fim do pregão da quarta, provocando correção em baixa das ações hoje. Petrobras PN fechou com recuo de 2,81% e Petrobras ON caiu 2,71%.

Suscetibilidade
Um operador consultado pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, afirmou que as ações da companhia ficarão suscetíveis nos próximos meses a qualquer tipo de especulação. "Se olharmos com profundidade a situação de geração de caixa, de investimentos, e da relação entre dívida e patrimônio da companhia, veremos que continua ruim", ressaltou.
Segundo ele, as quedas das bolsas ontem foram exageradas e os investidores estão operando notícias muito de curto prazo.

Eletrobras
No setor corporativo doméstico, os papéis da Eletrobras lideraram as quedas da bolsa (-4,18% na ação PNB). O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) André Pepitone reiterou que a companhia ainda pode recorrer da decisão do órgão regulador de exigir o pagamento de cerca de R$ 2 bilhões para recomposição dos fundos da Reserva Global de Reversão (RGR).

Câmbio
O dólar à vista no balcão subiu 0,30%, cotado a R$ 2,3630. Por volta das 16h30, o giro era próximo de US$ 1,222 bilhão, segundo dados da clearing de câmbio da BM&FBovespa. No mercado futuro, o dólar para fevereiro avançava 0,06%, a R$ 2,3720. O volume de negociação era próximo de US$ 14,21 bilhões.
(Agência Estado)

mockup