Subiu
ALL

Desceu
Vale

Aversão ao risco
O mau humor dos investidores com a situação da economia e das contas do País continua a penalizar a Bovespa no início deste ano. A bolsa fechou ontem em queda de mais de 2%, após forte aversão ao risco contaminar a negociação e desencadear uma onda de stop loss no mercado futuro e no regular. Investidores estrangeiros atuaram forte na ponta vendedora e provocaram quedas acentuadas nas principais ações, da Petrobras, da Vale e de bancos.

Pior desde agosto
O Ibovespa caiu 2,48%, para 49.321,68 pontos, menor nível desde 29 de agosto (49.921,88). Na máxima do dia, atingiu 50.576 (estável) e, na mínima, 49.259 (-2,61%). A bolsa acumula baixa de 4,24% no ano e o volume de negócios somou R$ 7,065 bilhões.

Risco de rebaixamento
A responsável pelo Brasil na agência de classificação de risco Standard & Poor's, Lisa Schineller, voltou a afirmar ontem que a decisão de rebaixar o rating do Brasil pode ser tomada antes ou depois das eleições. O possível rebaixamento da nota soberana do Brasil havia sido debatido anteontem por executivos de bancos e economistas, em evento em Nova York. Eles não preveem reformas e mudanças na política econômica neste ano e destacaram que, assim, o País está fadado a crescer de 2% a 3% ao ano.

Queda nos EUA
A queda nas bolsas em Nova York até 17h30 de ontem foram menores. O índice S&P 500 recuava 0,16%, o Dow Jones caía 0,24% e o Nasdaq perdia 0,43%. Os investidores em Wall Street aguardam o anúncio de hoje do relatório sobre empregos nos EUA e pelo início da temporada de balanços trimestrais.

Blue chips
Na Ibovespa, as ações ON da Petrobras caíram 2,70% e as PN, 3,03%. Também recuaram Vale PNA (-3,70%) e Vale ON (-3,55).

Setor financeiro
Houve quedas nos índices de Banco do Brasil (-3,75%), Bradesco PN (-2,87%), Itaú Unibanco (-3,12%). As únicas altas foram da ALL (8,80%), Cosan (1,06%), Oi (0,50%) e TIM (0,30%).

Câmbio
O dólar à vista terminou cotado a R$ 2,3970, alta de 0,29%. Por volta das 16h30, o giro estava em US$ 997,86 milhões. No mercado futuro para fevereiro, avançava 0,02%, a R$ 2,4120. O volume de negociação era de US$ 9,91 bilhões.

Juros
A taxa do contrato de DI para julho de 2014 (149.515 contratos) estava em 10,32%, de 10,28% no ajuste anterior. Para janeiro de 2015 (229.680 contratos) marcava 10,58%, de 10,56% do ajuste de ontem. Para janeiro de 2017 (165.165 contratos) apontava 12,34%, de 12,32% na véspera. O DI para janeiro de 2021 (31.590 contratos) indicava 13,17%, ante 13,15% no anterior. (Agência Estado)

mockup