Subiu
Ibovespa

Desceu
Dólar

Indicadores
A Bovespa conseguiu se recuperar de três sessões seguidas de perdas, e fechou em alta ontem, favorecida pela leitura de analistas de que a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizou um ritmo menor de alta da taxa de juros em 2014. A agenda de indicadores doméstica fraca e o fato do Ibovespa ter atingido um nível importante de resistência, ao redor dos 50 mil pontos, também colaboraram para o desempenho forte da bolsa, que terminou o dia totalmente descolada do sinal negativo dos índices acionários internacionais.

Pregão
No fim do pregão, o Ibovespa subiu 1,14%, aos 50.787,63 pontos. Na máxima, o índice alcançou 51.124 pontos (+1,81%) e na mínima atingiu 50.220 (+0,01%). O índice acumula queda de 3,23% em dezembro e baixa de 16,68% no ano. O giro financeiro totalizou R$ 6,750 bilhões, segundo dados preliminares.

Aço
As ações do setor siderúrgico lideraram as altas do Ibovespa, impulsionadas pela expectativa de aumento em torno de 12% no preço do aço para as montadores de veículos. Usiminas PNA subiu 7,53% e Usiminas ON avançou 6,18%. As ações da CSN tiveram alta de 3,82%. As ações da Petrobras e da Vale também estavam entre os destaques de alta. Petrobras PN subiu 1,32% e Petrobras ON, 0,49%. Vale PNA ganhou 1,42% e Vale ON avançou 1,16%.

Infração
Do lado negativo, BM&FBovespa estava entre as maiores quedas da bolsa, após a empresa divulgar que o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) negou o recurso apresentado sobre o auto de infração da Receita Federal, que questiona a amortização, para fins fiscais, do ágio gerado quando da incorporação de ações da Bovespa Holding S.A. O auto, encaminhado em novembro de 2010, cobra cerca de R$ 410 milhões. A ação da companhia caiu 4,57%.

Câmbio
O dólar registrou sua primeira queda no mercado à vista em uma semana, afetado por declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, de que o programa de oferta de hedge cambial da instituição será mantido em 2014. A moeda fechou com queda de 1,09%, a R$ 2,3630.

Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para abril de 2014 (48.935 contratos) estava em 10,09%, de 10,07% no ajuste anterior. O juro para janeiro de 2015 (627.225 contratos) indicava 10,68%, de 10,67% anteontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 (462.550 contratos) apontava 12,28%, ante 12,45% na véspera. A taxa do DI para janeiro de 2021 (14.810 contratos) marcava mínima de 12,87%, de 13,12% no ajuste anterior.
(Agência Estado)

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