MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Dólar
Desceu
Petrobras
Defasagem
As ações da Petrobras despencaram cerca de 10% ontem, levando a Bovespa a fechar a sessão no menor nível em mais de três meses, após o reajuste dos combustíveis, anunciado na última sexta-feira ter sido considerado por analistas insuficiente para compensar a defasagem em relação aos preços internacionais. A falta de detalhamento do cálculo utilizado pela companhia para a elevação dos preços também esteve por trás da forte queda dos papéis da companhia.
Em baixa
No fim o do dia, o Ibovespa terminou com baixa de 2,36%, aos 51.244,87 pontos, o menor patamar desde 30 de agosto. Na máxima, o índice alcançou 52.479 pontos (-0,01%). O índice acumula queda de 15,93% no ano. O giro financeiro totalizou R$ 7,478 bilhões.
Recomendação
A Petrobras anunciou na sexta-feira um reajuste de 4% para a gasolina e 8% para o diesel nas refinarias, sem divulgar como será a nova metodologia de precificação. A falta de esclarecimento da fórmula de reajuste fez o Credit Suisse rebaixar a recomendação para as ações da estatal de outperform (desempenho acima da média do mercado) para underperform (desempenho abaixo) e cortar o preço-alvo das ADRs de US$ 25,00 para US$ 14,00. Petrobras ON perdeu 10,37% e PN caiu 9,21%, fechando a sessão na mínima.
Bancos
À tarde, o Ibovespa acentuou as perdas e atingiu mínimas, à medida que os bancos ampliaram as perdas. BB ON -2,15%, Bradesco PN, -2,13%, Itaú Unibanco, -2,22% e Santander Unit -2,01%.
Recuo
As ações da Vale também recuaram na sessão, contaminadas pelo mau humor no mercado. Ontem, a mineradora anunciou o plano de investimentos da empresa para 2014, que ficou abaixo do previsto para este ano, como já era esperado pelos analistas. Vale ON caiu 1,28% e Vale PN recuou 0,46%.
Câmbio
O dólar subiu pela quinta sessão seguida em relação ao real, que foi pressionado pelas preocupações com a situação fiscal no Brasil. No mercado de câmbio, o dólar à vista no balcão terminou cotado na máxima de R$ 2,3580, com alta de 0,94%.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para abril de 2014 (22.485 contratos) estava em 10,09%, de 10,06% no ajuste anterior. O juro para janeiro de 2015 (442.220 contratos) indicava 10,75%, de 10,67% na sexta-feira. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 (226.090 contratos) apontava 12,42%, ante 12,20%. E o DI para janeiro de 2021 terminou a 13,10% (15.095 contratos), de 12,83%.
(Agência Estado)





