Mercado Financeiro
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quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Agência Estado 
Mau humor
A Bovespa fechou a sessão de ontem na pior pontuação desde o final de agosto, pressionada fortemente pela queda das ações da Petrobras e da Vale. O fraco desempenho da bolsa também foi resultado do contínuo mau humor dos investidores com as questões em torno da meta fiscal, da atividade econômica do Brasil e do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF), hoje, da correção da caderneta de poupança nos planos econômicos das décadas de 80 e 90.
Pior pontuação
No fim do pregão, o Ibovespa caiu 1,56%, aos 51.446,91 pontos - menor pontuação desde 30 de agosto -, estendendo as perdas da sessão anterior. Na mínima, registrou 51.433 pontos (-1,59%) e, na máxima, 52.410 pontos (+0,28%). No mês, o índice acumula queda de 5,18% e, no ano, baixa de 15,59%. O giro financeiro totalizou R$ 7,814 bilhões. Os dados são preliminares.
Indefinição
Os papéis da Petrobras recuaram mais de 6% na sessão, em meio a indefinição sobre o mecanismo de reajuste dos combustíveis da companhia. No fim do pregão, Pebrobras PN (-6,29%) e Petrobras ON (-6,43%), nas mínimas.
Perdas robustas
A mineradora Vale também apresentou perdas robustas, acelerando a queda com a notícias de que um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STF) pediu vista e suspendeu o julgamento de um processo envolvendo a mineradora. O julgamento refere-se a uma dívida estimada em R$ 30 bilhões e cobrada pela Receita Federal por conta da tributação de lucros de empresas coligadas e controladas no exterior. As ações ON caíram 3,20% e as PNA, 3,44%, os menores níveis na sessão.
Poupança
O declínio acentuado das blue chips ofuscaram a recuperação observada nos papéis dos bancos, que vinham sendo penalizados pelo julgamento, pelo STF, do reajuste das cadernetas de poupança decorrente dos planos econômicos, programado para ter início amanhã, mas que só deve ser concluído em 2014. Banco do Brasil (+3,12%) e Itaú Unibanco (+0,50%).
Câmbio
O dólar à vista negociado no balcão encerrou o dia em alta de 0,53%, cotado a R$ 2,2960, após oscilar durante todo o dia no território positivo.
Juros
Ao término da sessão regular de negócios, a taxa do contrato futuro de juro para abril de 2014 estava em 10,11%, de 10,12% no ajuste anterior. O juro para janeiro de 2015 indicava 10,83%, de 10,89% anteontem. O DI para janeiro de 2017 apontava 12,10%, ante 12,18% na véspera. A taxa do DI para janeiro de 2021 marcava 12,59%, de 12,61% no ajuste anterior.


