Mercado Financeiro
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Agência Estado 
Declínio
O entusiasmo nos mercados acionários internacionais com o acordo fechado entre o Irã e seis grandes países, no domingo, em torno do programa nuclear iraniano não conseguiu contagiar a Bovespa, que fechou a sessão de ontem com queda superior a 1%. A bolsa foi penalizada durante grande parte da sessão pelo declínio das ações de Petrobras, Vale e bancos, que continuam a reagir a fatores locais.
Giro
No fim do pregão, o Ibovespa caiu 1,02%, aos 52.263,51 pontos. Na mínima, registrou 52.116 pontos (-1,30%) e, na máxima, 52.995 pontos (+0,37%). No mês, o índice acumula queda 3,67% e, no ano, baixa de 14,25%. O giro financeiro totalizou R$ 5,637 bilhões. Os dados são preliminares.
Gasolina
Petrobras PN caiu 1,50% e Petrobras ON declinou 1,87%, nos menores patamares da sessão, em meio a comentários de que, com o câmbio no atual patamar e o petróleo cotado em torno de US$ 90 o barril, uma elevação dos preços da gasolina não seria mais justificada.
Refis
Já as ações PN e ON da mineradora Vale perderam 2,11% e 1,92%, respectivamente, antes da data limite para adesão da empresa ao Refis da Crise e, dessa forma, negociar uma dívida bilionária com o fisco. O prazo final é o dia 29 de novembro.
Poupança
No setor financeiro, os bancos continuam a sofrer com a possibilidade de prejuízo bilionário, devido ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) dos processos que contestam a correção das cadernetas de poupança durante os planos econômicos das décadas de 80 e 90. Banco do Brasil ON (-2,64%), Itaú Unibanco PN (-1,49%) e Bradesco PN (-0,89%).
Câmbio
O dólar fechou perto da estabilidade em relação ao real no mercado à vista, mas com viés negativo, após reduzir os ganhos no fim da sessão, em linha com a desaceleração da moeda americana no exterior. A moeda encerrou o dia cotada a R$ 2,2840, com queda de 0,04%, no mercado à vista. Às 16h45 (de Brasília), o dólar para dezembro subia 0,24%, para R$ 2,2889.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para janeiro de 2014 estava em 9,725%, de 9,715% no ajuste anterior. O juro para janeiro de 2015 indicava 10,89%, de 10,87% na sexta-feira. O DI para janeiro de 2017 apontava 12,18%, ante 12,09%. A taxa do DI para janeiro de 2021 marcava 12,61%, de 12,49% no ajuste anterior. O mercado segue convicto de que a Selic subirá 0,50 ponto porcentual amanhã, com chances de mais duas elevações de igual intensidade em janeiro e fevereiro.


