Apetite por risco
A Bovespa registrou forte avanço ontem, chegando ao fim do pregão acima dos 53 mil pontos e interrompendo uma sequência de três semanas de perdas. A alta, antes do fim de semana prolongado devido ao feriado de Proclamação da República, hoje, foi conduzida por balanços positivos e pela melhora do apetite por risco no exterior, que se seguiu ao vazamento ontem do discurso "dovish" de Janet Yellen para uma audiência no Senado.

Pregão
No fechamento do pregão, o Ibovespa subiu 2,34%, aos 53.451,60 pontos. Na mínima, registrou 52.233 pontos (estável) e, na máxima, 53.290 pontos (+2,56%). No mês, acumula perda de 1,33% e, no ano, de 12,31%. O giro financeiro totalizou R$ 6,980 bilhões.

PIB
A Bovespa operou em alta desde abertura, apesar da queda de 0,12% do IBC-Br no terceiro trimestre ter reforçado a perspectiva de um PIB ligeiramente negativo no terceiro trimestre, como já indicavam a produção industrial e o varejo do mês de setembro. Mas os ganhos do mercado acionário superaram 2%, no início da tarde, à medida que Yellen começou seu discurso.

Copel
No setor corporativo, as ações da Copel, que subiram 9,76%, em meio à nova política de dividendos que elevou o payout para 50%, entre outros catalisadores positivos, ajudaram a Bovespa. Os papéis da Anhanguera avançaram 10,07%, apesar da forte
queda no lucro do terceiro trimestre reportada pela companhia.

Blue chips
Entre as blue chips, Petrobras PN (+2,46%) e Petrobras ON (+2,46%), enquanto os papéis da Vale subiram 0,97% (PNA) e 1,04% (ON). CSN também foi destaque, com ganho de 3,61%, aos informar um aumento de 216% no lucro líquido do trimestre passado, contaminando positivamente outras companhias do setor.

Câmbio
Os leilões de swaps cambiais diário e de rolagem contribuíram para a perda do dólar ante o real ontem. O dólar à vista no balcão terminou o dia em queda de 0,60%, a R$ 2,3200.

Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para abril de 2014 (108.990 contratos) estava em 10,09%, de 10,11% no ajuste anterior. O juro para janeiro de 2015 (246.880 contratos) indicava 10,80%, de 10,86% anteontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 (197.620 contratos) apontava mínima de 11,83%, ante 11,97% na véspera. A taxa do DI para janeiro de 2021 (12.410 contratos) marcava 12,26%, de 12,38% no ajuste anterior.

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