Menor pontuação
A Bovespa fechou a sessão de ontem na menor pontuação em mais de dois meses, após bater mínimas consecutivos à tarde, seguindo a piora do sentimento em Wall Street com declarações de um membro do Federal Reserve. Segundo analistas, a queda mais forte da bolsa brasileira em comparação a observada nas praças internacionais é resultado do contínuo mau humor dos investidores com a situação fiscal. Além disso, o recuo de cerca de 3% dos papéis da Petrobras foi decisivo para a queda mais firma da bolsa doméstica.

Perda
O Ibovespa terminou o pregão com perda de 1,56%, aos 51.804,33 pontos, menor nível desde 4 de setembro passado (51.715,16 pontos). Na mínima, registrou 51.732 pontos (-1,69%) e, na máxima, 52.811 pontos (+0,36%). No mês, acumula perda de 4,52% e, no ano, de 9,22%. O giro financeiro totalizou R$ 7,213 bilhões.

Sequência de mínimas
No meio da tarde, a Bovespa registrou uma sequência de mínimas, seguindo a aceleração das perdas dos índices de Nova York.

Balanço negativo
As ações ON do Banco do Brasil lideraram a queda do índice ontem, prejudicadas pelo balanço da companhia no terceiro trimestre, que apontou queda de 0,9% do lucro líquido, para R$ 2,704 bilhões, em bases anuais. A ação ON do BB cedeu 5,30%.

Combustíveis
A Petrobras figurou entre as maiores baixas do Ibovespa desde o início da sessão, refletindo a afirmação de autoridades de que o reajuste dos combustíveis não seria discutido pelo Conselho da estatal na reunião programada a tarde de ontem.

Câmbio
No fim da sessão, o dólar teve baixa de 0,04%, cotado em R$ 2,3340. No mercado futuro, às 16h34, o dólar para dezembro subia 0,19%, para R$ 2,3460.

Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para abril de 2014 estava em 10,11%, de 10,14% ajuste anterior. O juro para janeiro de 2015 indicava 10,96%, de 11,01% anteontem. O DI para janeiro de 2017 apontava 12,08%, ante 12,22% na véspera. A taxa do DI para janeiro de 2021 marcava 12,48%, de 12,62% no ajuste anterior.

Ásia
As bolsas asiáticas encerraram o pregão em alta, apesar das incertezas que ainda rondam a maior economia da região. O índice Xangai Composto encerrou em alta de 0,8% e alcançou os 2.126,77 pontos, e o Shenzhen Composto avançou 0,9%, para 1.1014,19 pontos, apesar dos investidores continuarem a esperar novidades sobre a plenária do Partido Comunista da China.

(Agência Estado)
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