Mercado Financeiro
Ibovespa desceu
Dólar subiu
Vermelho
A Bovespa terminou ontem sua quarta sessão consecutiva no vermelho e num pregão que repetiu o comportamento dos anteriores: manhã turbulenta e tarde bem mais amena. O relatório do mercado de trabalho elevou as apostas de início da retirada dos estímulos à economia dos EUA e pressionou a queda da Bovespa. As vendas foram lideradas pelos investidores estrangeiros, que também se fiaram na disparada do dólar e dos juros para se desfazer das ações domésticas.
Giro
No final, o Ibovespa fechou em baixa de 0,93%, aos 52.248,86 pontos. Na mínima, registrou 51.735 pontos (-1,91%) e, na máxima, 52.868 pontos (+0,24%). Na semana, perdeu 3,27%, no mês, acumula baixa de 3,70% e, no ano, de 14,28%. O giro financeiro totalizou R$ 9,153 bilhões.
Payroll
A Bolsa abriu em queda, virou em seguida, mas a alta durou até apenas a divulgação do forte payroll norte-americano. Os EUA criaram, em outubro - mês marcado pela paralisação do governo por 16 dias em razão de impasse no Congresso sobre o Orçamento - 204 mil vagas, quase o dobro das 120 mil previstas pelos economistas. Além disso, dados anteriores foram revisados em alta.
Venda de ações
Com as informações, os investidores saíram vendendo ações, levando a Bovespa a renovar as mínimas até o início da tarde, e abaixo do nível de 52 mil pontos. Apesar da suavizada na queda da Bovespa, ela não foi dissipada porque o estrangeiro seguiu firme na venda e usando as blue chips como saída. Petrobras ON caiu 2,09% e PN, 1,80%, Vale ON, 1,29%, e Vale PNA, 1,38%. A pressão do dólar e dos DIs também prejudicou o desempenho da Bolsa doméstica.
Ganhos
O setor siderúrgico, no entanto, se destacou pelos ganhos. CSN ON, +2,48%, Usiminas PNA (a segunda maior alta do índice), +3,11%, Usiminas ON, +2,05%. Gerdau PN, +0,83%, e Metalúrgica Gerdau PN, +0,35%.
Câmbio
O dólar à vista no balcão encerrou em alta de 0,39%, aos R$ 2,3150. Esta é a maior cotação de fechamento desde 5 de setembro deste ano, quando atingiu R$ 2,3220.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para abril de 2014 estava em 10,12%, igual ao ajuste anterior. O juro para janeiro de 2015 indicava 10,96%, de 10,91% no ajuste de anteontem e ante máxima intraday de 11,16%. O DI para janeiro de 2017 apontava 12,11%, ante 12,03% na véspera e máxima intraday de 12,30%. A taxa do DI para janeiro de 2021 marcava 12,51%, de 12,43% no ajuste anterior e após tocar na máxima de 12,65%.
(Agência Estado)





