Petrobras desceu
Usiminas subiu

Pouca volatilidade
Com movimento bem marcado durante a manhã, a Bovespa passou o período da tarde de ontem com pouca volatilidade, oscilando ao redor de 1% de perdas. O sinal vermelho, na contramão do visto ainda no início do dia, foi influenciado pelo recuo das bolsas internacionais e teve em Vale e Petrobras dois de seus principais expoentes.

Baixa
A Bolsa doméstica encerrou ontem em baixa de 1,21%, aos 52.740,79 pontos, menor nível desde os 52.547,71 pontos de 9 de outubro passado. Na mínima, registrou 52.558 pontos (-1,55%) e, na máxima, 53.891 pontos. No mês, acumula perda de 2,79% e, no ano, de 13,47%. O giro financeiro totalizou R$ 8,470 bilhões.

Política monetária
O Ibovespa abriu em queda, acompanhando o desempenho das ações no exterior, mas conseguiu virar para cima ainda pela manhã, seguindo decisão do Banco Central Europeu sobre sua política monetária. O BCE cortou sua taxa de refinanciamento 0,50% para 0,25%, contrariando a previsão de estabilidade do mercado.

Situação fiscal
As perdas da bolsa doméstica foram mais fortes do que as vistas nos EUA ao longo do dia em razão ainda do crescente desconforto com a situação fiscal brasileira.
Uma das portas de saída dos investidores, Petrobras ON perdeu 2,30% de seu valor e a PN, 2,01%.

Realização de lucros
Vale ON perdeu 3,22% e PNA, 3,25%, realizando lucros após o balanço em linha com as expectativas dos analistas. A mineradora anunciou lucro líquido de US$ 3,502 bilhões, 113,8% maior em relação ao registrado no mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado somou US$ 5,883 bilhões, alta de 37,4% na mesma base de comparação.

Desempenhos
No setor siderúrgico, apenas Usiminas subiu 0,63% na ON e 3,30% na PNA. Gerdau PN recuou 0,55%, Metalúrgica Gerdau PN, -0,70%, CSN ON, -1,57%. Bancos também caíram: Bradesco PN, -0,87%, Itaú Unibanco PN, -1,49%, BB ON, -0,49%. Santander unit ficou estável.

Câmbio
O dólar à vista negociado no mercado de balcão fechou em alta de 1,05%, cotado a R$ 2,3060.

Juros
Ao término da sessão regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para abril de 2014 estava em 10,12%, de 10,08% no ajuste anterior. O juro para janeiro de 2015 indicava máxima de 10,91%, de 10,78% no ajuste de anteontem. O DI para janeiro de 2017 apontava máxima de 12,03%, ante 11,90% na véspera. A taxa do DI para janeiro de 2021 marcava 12,43%, também máxima, de 12,33% no ajuste anterior.

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