Subiu
Dow Jones

Desceu
Ibovespa

Carreira solo
A Bovespa teve mais um dia de carreira solo, ao operar praticamente todo o tempo em queda enquanto Wall Street subia. Realização de lucros em Petrobras, Vale e siderúrgicas e decepção com OGX atuaram como diferenciais e carregaram o índice de volta para o patamar de 54 mil pontos.

Em baixa
O Ibovespa terminou a terça-feira em baixa de 0,97%, aos 54.538,80 pontos. Na mínima, registrou 54.224 pontos (-1,54%) e, na máxima, 55.267 pontos (+0,35%). No mês, acumula alta de 4,20%, e, no ano, perda de 10,52%. O giro financeiro totalizou R$ 5,974 bilhões.

Sem acordo
A alguns dias do fim do prazo que teria para pagar os juros dos cupons de bônus que emitiu, a OGX anunciou que não conseguiu chegar a um acordo com seus credores, o que abre a possibilidade de eles virem a pedir a falência da empresa na virada do mês. Na mínima do dia, o papel desabou pouco mais de 24%, para fechar com perda um pouco menor, de 20,69%, cotado a R$ 0,23. Tal desempenho respondeu por 0,77 ponto porcentual da queda do índice ou cerca de 80% da baixa.

Pressão
O comportamento de Petrobras, Vale e siderúrgicas também pressionou. Para a estatal do petróleo, a avaliação dos especialistas é a de que, depois do salto de ontem, nada mais natural do que uma realização de lucros. Petrobras ON fechou em baixa de 0,68% e a PN, de 0,96%. Vale ON perdeu 0,48% e PNA, 0,61%.

Perspectivas
Nos EUA, as bolsas subiam puxadas pelas perspectivas renovadas de que o programa de estímulos do Federal Reserve não dever começar a ser reduzido tão já. Isso por causa dos indicadores ruins divulgados ontem, entre eles confiança do consumidor e vendas no varejo. O Dow Jones tinha alta de 0,57%, o S&P, de 0,39%, e o Nasdaq, de 0,16%.

Câmbio
Após subir pela manhã, o dólar fechou cotado a R$ 2,1810 no balcão, em leve baixa de 0,05% - na contramão do exterior, onde a moeda americana sustentava ganhos ante divisas de outros países. A tendência do dólar mudou com o leilão diário de swaps do Banco Central (operação equivalente à venda de moeda no mercado futuro). Na operação, ocorrida entre 9h30 e 9h40, o BC vendeu 10 mil contratos, injetando US$ 496,3 milhões no sistema.

Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para janeiro de 2015 (208.555 contratos) indicava 10,53%, de 10,51% no ajuste anterior. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 (143.945 contratos) apontava 11,31%, ante 11,30% no ajuste de ontem. A taxa do DI para janeiro de 2021 (5.485 contratos) estava em 11,66%, ante 11,63% no ajuste da véspera.

(Agência Estado)

mockup