DesceuOGX

Subiu
Gol

Desconfiança
A queda forte da OGX impediu a Bolsa de seguir seus pares em Nova York e ensaiar uma recuperação na sessão de ontem. Os papéis da companhia de Eike Batista terminaram em baixa de 16,22% em meio à desconfiança de que a empresa consiga honrar cupom de bônus externos, o que acendeu o temor de um eventual pedido de recuperação judicial por parte da petroleira. A queda do principal índice da Bolsa também foi reforçada pela baixa das ações preferenciais da Petrobras.

Giro fraco
O Ibovespa perdeu o patamar dos 54 mil pontos conquistado no último dia 17, ao fechar em queda de 0,88%, aos 53.782,97 pontos. Na máxima do dia, no início dos negócios, o índice chegou a ensaiar uma recuperação, ao subir 0,15%, aos 54.344 pontos, mas logo passou a registrar baixa, com mínima aos 53.429 pontos (-1,53%). O giro financeiro somou R$ 5,095 bilhões, o mais fraco do mês.

Vencimentos
Além dos cupons de bônus externos que vencem no próximo dia 21, os investidores também estão atentos a outro vencimento da OGX, no valor de US$ 45 milhões, programado para 1º de outubro, referente ao cupom dos bônus de 2022.

Pressão
As ações PN da Petrobras ajudaram a pressionar o Ibovespa ao caírem 1,12%, refletindo um movimento de realização dos ganhos das últimas semanas, quando rumores sobre um reajuste de combustíveis beneficiaram o papel, que apenas neste mês já subiu quase 11%. Já as ON subiram 0,23% na sessão de ontem. Vale ON e PNA encerraram em alta de 0,70% e 0,15%, respectivamente.

Destaques
Além de OGX ON, que liderou as perdas do Ibovespa na sessão, outros destaques de queda foram Cesp PNB (-3,13%), Oi ON (-3,02%), Tim ON (-2,47%) e Eletropaulo PN (-2,11%). Por outro lado, os principais ganhos da Bolsa foram encabeçados por CSN ON (+3,07%), Gol PN (+2,70%), Usiminas ON (+2,36%), Cielo ON (+2,01%) e JBS ON (+1,73%).

Câmbio
Embora tenha chegado a oscilar em baixa pela manhã, o dólar à vista negociado no mercado de balcão encerrou o dia em alta de 0,85%, a R$ 2,2460.

Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para janeiro de 2014 (692.325 contratos) marcava 9,30%, de 9,24% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (387.785 contratos) indicava taxa de 10,15%, ante 10,04% anteontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (177.140 contratos) apontava 11,38%, de 11,24% na véspera. A taxa do DI para janeiro de 2023 (6.780 contratos) estava na máxima de 11,93%, ante 11,79% no ajuste anterior.
(Agência Estado)

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