Desceu
Ibovespa

Subiu
Dólar

Risco
A aversão ao risco voltou a predominar no pregão de ontem e acabou anulando o avanço recente da Bovespa, resultado da euforia diante da decisão do Fed de manter os estímulos econômicos, na última quarta-feira, quando subiu 2,64%. O Ibovespa encerrou a sessão de ontem em queda de 1,79%, aos 54.110 pontos, nível inferior ao registrado antes do surpreendente anúncio do banco central norte-americano. A queda da Bolsa foi conduzida principalmente pelo desempenho negativo das blue chips Petrobras e Vale, pela OGX e pelo setor bancário, embora as perdas tenham sido generalizadas: só sete papéis subiram, de um total de 73 ações que compõem a carteira teórica do índice à vista.

Território negativo
Com as bolsas norte-americanas em território negativo, o investidor optou por realizar lucros e deixar operações mais arriscadas para a semana que vem, após a eleição que ocorrerá na Alemanha no próximo domingo. Além disso, os agentes digerem as declarações do presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, de que a decisão de manter o programa de estímulo foi "muito apertada" e de que uma redução das compras mensais de bônus em outubro é "inteiramente possível".

Cautela
"Hoje (ontem) foi um dia de cautela dos investidores de maneira geral. A Bolsa subiu bastante neste mês, mesmo sem muitos drivers internos para manter uma alta sustentável. A aversão ao risco acabou virando realização", resume o analista da Ativa Corretora Ricardo Correia.

Giro
O Ibovespa encerrou a semana com valorização de apenas 0,58%. No pregão de ontem, o giro financeiro somou R$ 6,277 bilhões. Na máxima, durante a manhã, o índice chegou a subir 0,27%, aos 55.243 pontos, mas na última hora dos negócios, recuou 1,96%, aos 54.019 pontos, na mínima. No mês de setembro, a Bovespa acumula ganho de 8,20%, mas, no ano, a perda chega a 11,23%.

Blue chips
Entre as blue chips, Petrobras ON e PN recuaram 1,39% e 1,15%, respectivamente, enquanto Vale ON e PNA registraram desvalorização de 1,95% e de 0,71%, nesta ordem.

Quedas
Os destaques de queda foram MRV ON, com declínio de 6,62%, seguida por OGX ON (-5,00%), Souza Cruz ON (-4,04%), Br Properties ON (-3,93%) e B2W ON (-3,61%).

Altas
Já as principais altas foram lideradas por Oi PN (+2,92%), Eletrobras PNB (+1,78%) e Oi ON (+1,75%).

Recuo
Em Wall Street, onde as Bolsas acentuaram as perdas perto do fim da sessão, o Dow Jones fechou em queda de 1,19%, o S&P 500 recuou 0,72% e o Nasdaq registrou baixa de 0,39%.

Câmbio
Em mais um dia de ajustes, o dólar à vista negociado no balcão subiu 0,77% ante o real, para R$ 2,2190. Na mínima da sessão, verificada às 10h19, o dólar atingiu R$ 2,1950 (-0,32%) no balcão e, na máxima, às 16h17, marcou R$ 2,2210 (+0,86%). Da mínima para a máxima, a moeda americana oscilou +1,18%. Às 16h49, o dólar para outubro tinha alta de 0,79%, a R$ 2,2245.

Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para janeiro de 2014 (183.670 contratos) marcava 9,24%, de 9,23% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (471.660 contratos) indicava taxa de 10,07%, de 10,12% anteontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (233.275 contratos) apontava 11,10%, de 11,17% na véspera. A taxa do DI para janeiro de 2021 (12.755 contratos) estava em 11,54%, de 11,59% no ajuste anterior.

Tóquio
As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em queda ontem, com realização de lucros antes do fim de semana prolongado. Além disso, o dólar não conseguiu manter seus ganhos iniciais e recuou durante a sessão, prejudicando as ações. Os mercados financeiros do Japão não devem abrir na segunda-feira devido a um feriado. O índice Nikkei perdeu 23,76 pontos, ou 0,2%, e encerrou o pregão aos 14.742,42 pontos, após a alta de 1,8% no dia anterior. Na semana, o índice Nikkei subiu 2,3%, colocando seus ganhos em setembro em 10,1% até agora.

Ásia
Os mercados de ações da Austrália e das Filipinas fecharam em queda ontem, com realização de lucros após leituras positivas registradas durante a semana. Os pregões de Taiwan, Coreia do Sul, China e Hong Kong permaneceram fechados por causa de um feriado.
(Agência Estado)

mockup