Subiu
Petrobras

Desceu
Dólar

Cautela
Em compasso de espera pela decisão de política monetária do Federal Reserve, os investidores preferiram manter a cautela na sessão de ontem, o que limitou os negócios locais. Diante da expectativa de que o banco central norte-americano anuncie o início da redução nas compras mensais de US$ 85 bilhões em títulos do governo hoje, o pregão de ontem foi destinado a operações pontuais em busca de pechinchas, que garantiram um fechamento na máxima, já nos ajustes, em linha com as bolsas norte-americanas.

Giro
O Ibovespa encerrou a sessão em alta de 0,84%, aos 54.271 pontos. O índice oscilou pouco, com mínima aos 53.576 pontos (-0,46%). O giro financeiro totalizou R$ 6,326 bilhões. No mês, a Bovespa tem ganho de 8,52%, mas, no ano, acumula perda de 10,96%.

Fed
"Tanto aqui quanto no exterior o mercado está em compasso de espera pelo Fed, nesse momento ninguém quer se expor e prefere tomar decisões só depois de Bernanke se pronunciar, já que o presidente do Fed deve trazer novidades sobre o atual programa de compra de bônus", destaca o analista-chefe da corretora Magliano, Henrique Kleine.

Blue chips
Entre as blue chips, Petrobras ON e PN deram continuidade aos ganhos da véspera e subiram 0,92% e 0,43%, respectivamente. Os papéis da Vale terminaram o dia em direções distintas, com os ON em alta de 0,27% e os PNA em baixa de 0,30%.

Ganhos
OGX ON liderou os ganhos do Ibovespa ontem, em alta de 5,26%. Em seguida, aparecem Oi ON (+4,15%), PDG ON (+4,08%), Rossi Residencial ON (+3,77%) e Eletrobras ON (+3,67%).

Quedas
Na outra ponta, os destaques de queda do índice no dia foram encabeçados por Kroton ON (-3,79%), Anhanguera ON (-3,65%), MMX ON (-3,41%), Klabin PN (-2,40%) e Cia. Hering ON (-2,16%).

EUA
Em Wall Street, o índice Dow Jones registrou alta de 0,23%, o S&P 500 avançou 0,42% e o Nasdaq subiu 0,75%.

Câmbio
O dólar à vista negociado no balcão fechou com recuo de 0,79% ante o real, a R$ 2,2590. Este é o menor patamar de fechamento desde 26 de julho de 2013, quando foi cotado a R$ 2,2550. Na máxima da sessão de ontem, vista na abertura, a moeda marcou R$ 2,2760 (-0,04%) e, na mínima, verificada às 12h35, atingiu R$ 2,2540 (-1,01%). O giro no mercado à vista era contido e, perto das 16h30, somava US$ 1,168 bilhão, sendo US$ 1,098 bilhão em D+2. No mercado futuro, a moeda para outubro tinha baixa de 1,13%, a R$ 2,2660, com giro de US$ 13,297 bilhões.

Indicadores
Pela manhã, a cautela sobre os próximos passos do Federal Reserve deu o tom, em meio a uma agenda de indicadores mais fraca no Brasil. Os leilões de swap (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro), feitos pelo Banco Central, também favoreceram o movimento de baixa do dólar ante o real. Na primeira operação, feita entre 9h30 e 9h40, o BC vendeu 10 mil contratos (US$ 496,9 milhões) para 3/2/2014, dentro da estratégia de injeção diária de liquidez no sistema. Na segunda oferta, entre 10h30 e 10h40, foram vendidos 40 mil contratos (US$ 1,965 bilhão) - neste caso, a operação teve por objetivo a rolagem de parte dos contratos de swap que vencem em 1º de outubro, o que evitará a retirada de recursos do mercado.

Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para janeiro de 2014 (147.675 contratos) marcava 9,27%, de 9,28% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (223.585 contratos) indicava taxa de 10,36%, de 10,44% ontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (134.810 contratos) apontava 11,65%, de 11,70% na véspera. A taxa do DI para janeiro de 2021 (4.035 contratos) estava 12,05%, de 12,10% no ajuste anterior.

Tóquio
As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em queda ontem, uma vez que os investidores se mostraram cautelosos antes do início da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês). Além disso, um iene mais firme pesou sobre grandes exportadores japoneses. O índice Nikkei cedeu 0,7% e encerrou o pregão aos 14.311,67 pontos.
(Agência Estado)

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