MERCADO FINANCEIRO
Desceu
Vale
Subiu
Oi
Zero a zero
O fôlego da Bovespa, que se sustentou em alta e acima dos 54 mil pontos durante toda a manhã de ontem teve um fim. Apesar do sinal positivo de seus pares no exterior, diante da desistência de Lawrence Summers para concorrer à presidência do Federal Reserve, o Ibovespa perdeu força e terminou no zero a zero. Passado o exercício de opções sobre ações, mais cedo, o principal índice da Bolsa migrou para o negativo à tarde e passou a renovar mínimas, com os investidores realizando lucros e devolvendo parte dos ganhos da primeira metade dos negócios. A queda foi amenizada pelo avanço das ações da Petrobras, que foram beneficiadas pelo vencimento e pela informação de que a gasolina pode ser reajustada em cerca de 8% no próximo mês.
Estabilidade
O Ibovespa encerrou a sessão de ontem praticamente estável, migrando para o azul já nos ajustes, com leve alta de 0,04%, aos 53.821,63 pontos. Na mínima do dia, à tarde, chegou a recuar 0,44%, aos 53.559 pontos, enquanto durante a manhã alcançou os 54.463 pontos, em alta de 1,24%, na máxima. O volume financeiro foi considerado fraco para um dia de exercício de opções sobre ações, totalizando R$ 9,355 bilhões, sendo R$ 3,55 bilhões referente ao vencimento.
Realizando lucros
"O vencimento de opções sobre ações, mais cedo, garantiu forte alta", avaliou o estrategista-chefe da SLW, Pedro Galdi. "Acabou o vencimento, a Bolsa começou a perder força. Os investidores estão realizando lucros", completou.
Reajuste da gasolina
Os papéis ON e PN da Petrobras subiram 1,57% e 1,77%, beneficiados por notícias de que o governo federal pode conceder um novo reajuste no preço da gasolina até o dia 21 de outubro. A data é estratégica para o Palácio do Planalto porque o primeiro leilão do campo de petróleo e gás natural oriundo da camada de pré-sal em Libra (SP) será realizado pelo governo neste dia. Segundo o Grupo Estado apurou, o desejo de parte relevante da equipe econômica é de que o preço da gasolina seja elevado em cerca de 8% nas refinarias até a realização do leilão. Além disso, a estatal petrolífera anunciou a venda de ativos na Colômbia por US$ 380 milhões.
Vale
Na contramão, a Vale viu suas ações recuarem 0,30% as ON e 0,09% as PNA.
Destaques
Entre os destaques de alta do Ibovespa figuraram Oi PN, com ganho de 3,92%, seguida por Cia. Hering ON (+3,83%), LLX ON (2,98%), Cielo ON (+2,97%) e PDG Realty ON (+2,51%).
Perdas
Já as principais perdas do índice foram encabeçadas por MMX ON, (-6,88%), Rossi Residencial (-4,58%), Gol PN (-4,49%), B2W ON (-2,99%) e OGX ON (-2,56%).
EUA
Em Wall Street, o índice Dow Jones encerrou o dia em alta de 0,77% e o S&P 500 subiu 0,57%, enquanto o Nasdaq teve desvalorização de 0,12%.
Câmbio
Após oscilar pontualmente em alta, o dólar à vista negociado no balcão terminou em baixa de 0,18%, a R$ 2,2770. Em setembro, a moeda americana acumula queda de 4,45% e, em 2013, avanço de 11,34%. Na cotação mínima de ontem, verificada às 9h32, a moeda americana atingiu R$ 2,250 (-1,36%).
Leilões de swap
No Brasil, a baixa do dólar ante o real também foi favorecida pelos leilões de swap (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro) realizados pelo Banco Central pela manhã. Dentro da estratégia de leilões diários, que vai até o fim do ano, o BC vendeu ontem os 10 mil contratos para 3/2/2014 oferecidos, injetando US$ 496,9 milhões no sistema. Além disso, em outra operação, o BC vendeu 40 mil contratos (US$ 1,964 bilhão), em três vencimentos diferentes (1/4/2014, 1/7/2014 e 1/10/2014). Neste caso, a intenção do BC era permitir a rolagem dos swaps que vencem em 1º de outubro, evitando que dólar sejam retirados do mercado.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para janeiro de 2014 (43.070 contratos) marcava 9,28%, igual ao ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (178.860 contratos) indicava taxa de 10,44%, de 10,46% na sexta-feira e 10,33% na mínima intraday. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (91.370 contratos) apontava máxima de 11,70%, de 11,69% no ajuste anterior e 11,53% na mínima. A taxa do DI para janeiro de 2021 (apenas 3.905 contratos) estava na máxima de 12,10%, igual à sexta-feira e ante 11,94% na mínima da sessão.
(Agência Estado)





