MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Dólar
Desceu
Vale
Sinal positivo
A Bovespa fechou ontem em alta, após três sessões consecutivas de baixa, estimulada pelos ganhos das Bolsas de Nova York e também pela valorização de quase 2% nos papéis da Petrobras. Pela manhã, os negócios mostraram volatilidade, influenciados pela proximidade do vencimento de opções sobre ações, na próxima segunda-feira. Já a tarde foi de sinal positivo. Na semana, porém, terminou praticamente no "zero a zero". Os investidores evitam assumir posições mais arriscadas antes da reunião do Federal Reserve, nas próximas terça e quarta-feira.
Valorização
O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta com valorização de 0,92%, aos 53.797,51 pontos. A mínima pontuação do dia, marcada pela manhã, foi de 52.917 pontos (-0,73%) e a máxima, no fim da tarde, de 53.859 pontos, (+1,03%). Com isso, a Bolsa paulista encerra a semana com ligeiro ganho de 0,09%. No mês, sobe 7,57% e no ano cai 11,74%. O giro financeiro somou R$ 6,07 bilhões.
Indicadores
"A semana foi tranquila em termos de indicadores econômicos e notícias que pudessem afetar a Bolsa, tanto no cenário interno quanto no externo. Na segunda-feira, a Bolsa chegou a esboçar uma busca pelos 55 mil pontos, depois realizou por três dias e hoje (ontem) parece estar retomando um sentimento de otimismo", disse o analista da Leme Investimentos, João Pedro Brugger. Segundo ele, o vencimento de opções no próximo pregão impulsionou algumas ações, como as de Petrobras.
Petróleo
Petrobras subiu ontem 1,84% na ação ON e 1,57% na ação PNA. Já a Vale, caiu 1,22% no papel ON - figurando entre as maiores baixas do Ibovespa (sexta colocação) e 0,27% no papel PNA.
Altos e baixos
As três primeiras posições do ranking de maiores baixas do índice à vista ficaram com Embraer ON, em queda de 2,36%; B2W ON, com -2,30%; e Marfrig ON, com -2,12%. Já as maiores altas foram lideradas por Gol PN, com +9,76%, após a empresa divulgar dados operacionais positivos referentes ao mês de agosto. A ação foi seguida de LLX ON, com +5,00% e Gafisa ON, com +3,29%. OGX ON terminou estável (+0,00%), a R$ 0,39.
Bolsas americanas
Em Nova York, o índice Dow Jones ganhou menos que o Ibovespa ontem, 0,49%. Porém, teve o maior ganho semanal em nove meses à medida que as preocupações com a Síria diminuíram e as expectativas pela reunião de política monetária do Federal Reserve, nos dias 17 e 18, seguem em alta. O S&P 500 avançou 0,27% e o Nasdaq subiu 0,17%.
Fed
Dados decepcionantes divulgados mais cedo renovaram o tom positivo das Bolsas de Nova York já que sugerem um desmonte pequeno dos estímulos norte-americanos no encontro do Fed. Entre os números, as vendas no varejo dos EUA cresceram 0,2% em agosto, menos que a expectativa de +0,5%. Já o índice de sentimento do consumidor norte-americano, medido pela Universidade de Michigan, caiu ao nível mais baixo desde abril na leitura preliminar de setembro, a 76,8, de 82,1 ao fim de agosto. A previsão era de queda para 81,8.
Cautela
Brugger, da Leme, ponderou que há cautela dos investidores antes de reunião do BC dos EUA, do qual se espera, se não uma decisão, ao menos alguma sinalização sobre o nível de redução do programa de compras de ativos da instituição - atualmente em US$ 85 bilhões por mês. "Mas eu acho que o mercado já vem precificando uma retirada gradual. Se isso for anunciado, não vejo os negócios sofrendo tanto assim", disse. "Por outro lado, se não vier nada, a Bovespa pode ter boa recuperação para buscar os 55 mil pontos."
Câmbio
O dólar à vista negociado no balcão fechou em alta de 0,35% ante o real, cotado a R$ 2,2810. Na semana, a moeda acumulou queda de 0,83% e, no mês, recuo de 4,28%.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para janeiro de 2014 (93.560 contratos) marcava 9,28%, de 9,29% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (175.835 contratos) indicava taxa de 10,46%, de 10,49% anteontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (112.020 contratos) apontava 11,69%, de 11,72% na véspera. A taxa do DI para janeiro de 2021 (apenas 2.645 contratos) estava em 12,10%, de 12,12% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





