MERCADO FINANCEIRO
Desceu
Petrobras
Subiu
OGX
Terceira baixa
A Bovespa deu continuidade à realização de lucros iniciada na última terça-feira e fechou em baixa pela terceira sessão consecutiva. Porém, defendeu o nível dos 53 mil pontos. A correção de ontem ocorreu devido à forte atuação por parte dos investidores estrangeiros na ponta vendedora, depois de terem garantido uma sequência de quatro altas seguidas até a última segunda-feira. O sinal negativo das Bolsas de Nova York contribuiu para o movimento.
Oscilação
O Ibovespa encerrou o pregão de ontem em queda de 0,49%, aos 53.307,09 pontos. Durante a manhã, o índice oscilou entre altas e baixas. Na máxima pontuação do dia, alcançou os 53.839 pontos, em alta de 0,50%. Na mínima, marcada à tarde em meio às vendas mais fortes pelos "gringos", registrou 52.945 pontos, em baixa de 1,17%. O giro financeiro somou R$ 7,15 bilhões (dado preliminar). No mês de setembro, a Bolsa reduziu a valorização acumulada para 6,59%. No ano, a perda aumentou para 12,54%.
Auxílio-desemprego
"O resultado dos pedidos de auxílio-desemprego norte-americanos foi bom, mas houve problemas na coleta, o que acabou tornando o dado ruim", disse Ferman, referindo-se ao número de trabalhadores que entraram pela primeira vez com solicitação nos EUA. Houve queda de 31 mil, para 292 mil, na semana até 7 de setembro, abaixo do previsto (330 mil). Foi o menor patamar desde abril de 2006. Mas o indicador foi puxado para baixo pela falta de informações sobre dois estados. Em Nova York, o índice Dow Jones perdeu 0,17%, o S&P 500 caiu 0,34% e o Nasdaq teve queda de 0,24%.
Blue chips
Internamente, as perdas foram conduzidas pelas blue chips, com exceção da Vale PNA, que subiu 0,76%. Vale ON teve queda de 0,51% e Petrobras perdeu 2,19% nas ações PN e 3,49% nas ações ON, essas últimas figurando no ranking de maiores baixas do Ibovespa (quinta posição). A lista foi liderada por JBS ON, com -5,00%, seguida de Embraer ON, -4,98%, e TIM Participações ON, -3,86%.
Destaques positivos
Na outra ponta, as três maiores altas ficaram com LLX ON (+4,58%), PDG ON (+3,57%) e Rossi ON (+3,45%). OGX ON, que oscilou entre altas e baixas mais cedo, conseguiu terminar entre as maiores valorizações do Ibovespa, com +2,63% (na quarta colocação).
Metodologia
Ontem, a BM&FBovespa detalhou a nova metodologia do Ibovespa, que entra em vigor a partir de janeiro do ano que vem. O presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, disse que o "caso OGX", que gerou distorções recentemente, não foi o motivador das mudanças anunciadas. Fontes ouvidas pela Agência Estado, avaliaram que as propostas tendem a permitir uma melhor representatividade entre os diversos setores econômicos, que levará a Bovespa a perder um pouco do caráter de "Bolsa commodities".
Varejo
De volta às ações negociadas na Bolsa brasileira, o setor varejista foi impulsionado ontem pelas vendas em julho, anunciadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o instituto, as vendas do comércio varejista cresceram 1,9% no conceito restrito na margem, acima do teto das previsões colhidas pelo AE Projeções (+1,2%), e tiveram alta de 0,6% no conceito ampliado, ante teto de +0,2%. Hering ON subiu 1,70% (sexta posição do ranking de maiores altas) e B2W ON, +1,39% (oitava colocação).
Câmbio
A moeda americana até chegou a superar os R$ 2,28 logo cedo, mas o leilão de swap cambial do Banco Central, dentro da programação diária, e a entrada pontual de recursos no mercado exerceram pressão sobre o dólar. Após oscilar em margens estreitas à tarde, a moeda americana fechou estável no balcão, cotada a R$ 2,2730.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para janeiro de 2014 (138.705 contratos) marcava 9,29%, de 9,25% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (322.520 contratos) indicava taxa de 10,49%, de 10,36% anteontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (158.415 contratos) apontava máxima de 11,72%, de 11,57% na véspera. A taxa do DI para janeiro de 2021 (apenas 2.455 contratos) estava em 12,12%, também máxima, de 11,97% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





