Subiu
Dólar

Desceu
EBX

Interrupção
Até o início da tarde de ontem, tudo indicava que a Bovespa chegaria à quinta sessão consecutiva de alta, mas a perda mais acentuada dos papéis da OGX ajudou a interromper a sequência de valorização, que garantiu ganho de cerca de 5% à Bolsa paulista nos últimos quatro dias. Apesar de contar com o exterior favorável, com a redução das preocupações em relação à Síria e com dados positivos da China, a baixa dos papéis da petroleira de Eike Batista engatilharam um movimento de realização dos ganhos recentes, o que, consequentemente, amenizou a alta de outros papéis de peso no Ibovespa, como os das blue chips Petrobras e Vale.

Giro
O Ibovespa encerrou o pregão de ontem em queda de 0,50%, aos 53.979,03 pontos, perdendo o nível dos 54 mil pontos conquistado na última segunda-feira. Durante a manhã, o índice foi à pontuação máxima de 54.740 pontos, em alta de 0,90%, enquanto à tarde cravou 53.769 pontos (-0,89%), na mínima. O giro financeiro somou R$ 8,919 bilhões (dado preliminar). No mês de setembro, a Bolsa acumula valorização de 7,93%, mas, no ano, ainda tem perda de 11,44%.

Realização de lucros
"A Bovespa cedeu um pouquinho por conta do aprofundamento da queda da OGX, o que por si só já traz o índice para baixo. Mas o mercado está aproveitando para fazer uma realização de lucro, o que é até natural após a sequência de altas", avalia o economista da Órama Investimentos Álvaro Bandeira.

Em queda
Os papéis da OGX encerraram em queda de 11,63%. Na tarde de ontem, uma fonte ouvida pela Dow Jones disse que a Mubadala Development Company, que assinou juntamente com a holandesa Trafigura um memorando de entendimento com a MMX para aquisição do Superporto Sudeste, não tem interesse em comprar participações na OGX nem na empresa de construção naval OSX Brasil.

Perdas
As empresas do grupo EBX, de Eike Batista, figuraram entre as principais perdas do Ibovespa na sessão, lideradas por MMX ON (-17,11%). Depois da OGX ON, aparece a LLX ON (-5,56%). Em seguida, vem Oi ON (-4,85%) e MRV ON (-3,10%).

Destaques
Na outra ponta, os destaques de alta foram Tim ON (+4,23%), Vale ON (+2,44%), Embraer ON (+2,19%), JBS ON (+2,09%) e Fibria ON (+2,02%).

Dados positivos
Petrobras ON e PN chegaram ao fim da sessão com alta de 1,16% e de 0,94%, respectivamente, enquanto Vale ON subiu 2,44% e Vale PNA avançou 1,84%, beneficiadas pelos dados positivos divulgados na China, principal mercado consumidor da mineradora.

Avanço
Em Wall Street, o índice Dow Jones avançou 0,85%, o S&P 500 registrou ganho de 0,73% e o Nasdaq subiu 0,62%.

Câmbio
Após recuar por seis sessões consecutivas, o dólar à vista negociado no mercado de balcão brasileiro fechou ontem em alta ante o real, na contramão do exterior.
No balcão, o dólar fechou em alta de 0,40% ante o real, cotado a R$ 2,2860. Na mínima da sessão, vista às 9h25, a moeda atingiu R$ 2,2630 (-0,61%) e, na máxima, verificada às 12h51, marcou R$ 2,2930 (+0,70%). Da mínima para a máxima, a moeda oscilou +1,33%. A liquidez também era um pouco melhor que a vista ontem.
O Banco Central (BC) vendeu nesta terça-feira, 10, mais 10 mil contratos de swap cambial (equivalente à venda de dólares no mercado futuro), em um total de US$ 496,9 milhões.

Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para janeiro de 2014 (25.770 contratos) marcava 9,24%, de 9,23% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (237.450 contratos) indicava taxa de 10,32%, de 10,29% anteontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (138.955 contratos) apontava 11,55%, de 11,53% na véspera. A taxa do DI para janeiro de 2021 (4.130 contratos) estava em 11,95%, de 11,96% no ajuste anterior.

Bom humor
As bolsas de valores da Europa fecharam em forte alta ontem, impulsionadas por indicadores econômicos melhores do que o esperado na China e a diminuição dos receios de um ataque à Síria. Nem mesmo dados negativos na França e na Itália foram suficientes para tirar o bom humor dos investidores. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 1,29%, fechando a 309,80 pontos, o maior nível desde 22 de maio.
(Agência Estado)

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